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	<title>Blog HSM &#187; Ricardo Saldanha</title>
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	<description>Inspiring ideas</description>
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		<title>Seis motivos para o fracasso das intranets (e das redes sociais corporativas)</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 18:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos já pregaram o fim das intranets – afinal, catástrofe sempre dá ibope. Entretanto, não existe empresa de médio ou grande porte que não tenha uma&#8230; O problema é que a maioria está realmente moribunda, à deriva, boiando na lagoa informacional, sem direção e, portanto, sem agregar valor. Mas, afinal, porquê? Tem que ser assim? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-14333" src="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/03/network_spheres.jpg" alt="" width="200" height="300" />Muitos já pregaram o fim das intranets – afinal, catástrofe sempre dá ibope. Entretanto, não existe empresa de médio ou grande porte que não tenha uma&#8230;</p>
<p>O problema é que a maioria está realmente moribunda, à deriva, boiando na lagoa informacional, sem direção e, portanto, sem agregar valor. Mas, afinal, porquê? Tem que ser assim? Qual o caminho para mudar esse cenário?</p>
<p>A resposta fácil atende pelo nome de “rede social corporativa”, que muitos defendem ser o substituto das velhas intranets – será?</p>
<p>Atuando nesse mercado desde 1999, com dezenas de projetos “nas costas” (e tendo organizado quatro edições do <strong>Prêmio Intranet Portal</strong>), ouso afirmar que as causas concorrentes para esse cenário giram em torno de seis itens principais. Segue a lista, numa abordagem absolutamente pragmática:</p>
<p><span id="more-14288"></span><strong>1. </strong><strong>Falta de foco/propósito</strong></p>
<p>Intranet pra quê? Fórum pra quê? Rede social corporativa pra quê? Desde a mais simples funcionalidade até a intranet como um todo, estamos falando sempre de uma ferramenta. Logo, ela é <strong>meio</strong> para se alcançar um objetivo (no caso, de produtividade, de negócio).</p>
<p>Entretanto, as organizações insistem em construir ambientes onde o caráter funcional prevalece. <strong>Os meios viram fins – e a confusão começa</strong>.</p>
<p>Sem clareza de propósito, como esperar que a alta direção dê valor a uma iniciativa de intranet? E como esperar que os usuários compreendam o seu potencial, adotando a plataforma no seu uso diário?</p>
<p><strong>2. </strong><strong>Falta de alinhamento estratégico</strong></p>
<p>Primo-irmão da falta de propósito é a falta de alinhamento estratégico. Exatamente pelo fato de que é <strong>o planejamento estratégico da organização que dá propósito à intranet</strong>&#8230; Se ela é meio, estamos diante de uma ferramenta tática, que pode ser excepcional para alavancar várias iniciativas internas. Afinal, muitas delas dependem de boa comunicação, interação e informação facilmente acessível.</p>
<p>Isso significa que uma intranet avançada não deve ter foco apenas no <strong>usuário final</strong> (embora ele seja também uma prioridade) – ele é apenas um dos “senhores” a quem ela deve servir. O outro é <strong>a organização como um todo</strong>.</p>
<p>Entretanto, a maioria dos profissionais envolvidos com intranets não tem a visão de onde elas podem chegar (salvo honrosas e importantes exceções). Pensam pequeno, normalmente limitados pela sua formação específica</p>
<p><strong>3. </strong><strong>Carência de competências-chave</strong></p>
<p>Isso nos leva ao próximo motivador: <strong>falta gente capacitada nas empresas</strong>. E a falta de visão estratégica, citada acima, não é a única competência ausente.</p>
<p>Afinal, o principal propósito de intranets avançadas é ser uma plataforma de gestão da informação e do conhecimento. Deixar o conteúdo facilmente acessível e unir as pessoas capazes de trabalhar sobre ele para gerar novo conhecimento – <strong>conteúdo &amp; colaboração</strong>, a boa velha dobradinha da aprendizagem, é a base de tudo que se faz numa intranet.</p>
<p>Mas quem entende de estruturar a informação? Profissionais de Ciência da Informação (e/ou de Biblioteconomia e/ou de Arquivologia). E quem entende de gente, capaz de mobilizar corações e mentes para estimular o processo de colaboração? Profissionais de <strong>RH</strong>, em tese.</p>
<p>Salvo exceções, não há profissionais de Ciência da Informação nas empresas. E os de RH, em sua maioria, têm fobia da tecnologia. É como querer fazer um CRM funcionar sem ninguém que entenda de vendas&#8230;</p>
<p>Mas não falta só gente que conheça e que tenha visão. Falta gente.</p>
<p><strong>4. </strong><strong>Equipe insuficiente</strong></p>
<p>No “<a href="http://www.slideshare.net/InstitutoIP/prmio-intranet-portal-2010">Relatório Intranet Brasil 2008-2010</a>”, levantamos números, com base nas informações dos concorrentes ao Prêmio Intranet Portal, que não me deixam mentir: <strong>51% dos casos concorrentes nas três edições até então reportaram que a “equipe intranet” era formada de 1 ou 2 pessoas apenas (<em>part time&#8230;</em>)</strong>. Em 71% dos casos, havia até 3 pessoas envolvidas&#8230; Em minha experiência como consultor, cansei de ver esse cenário&#8230;</p>
<p>Pergunto: quais as chances de sucesso de uma iniciativa corporativa, que envolve várias competências, em organizações de médio ou grande porte, que conte com a dedicação de uma ou duas pessoas – quase sempre de forma não integral? Pequenas, não?</p>
<p><strong>5. </strong><strong>Falta de uma abordagem multidisciplinar</strong></p>
<p>A maioria das intranets é tocada ou por TI, ou por Comunicação. Poucas são tocadas por um comitê. Quase nunca o RH está presente.</p>
<p>Entretanto, ela é uma “solução sócio-técnica” e transversal, já que informação e conhecimento o são. Isso significa que, para dar certo, é preciso olhar tanto a tecnologia quanto o conteúdo e a colaboração. E nenhum departamento, sozinho, detém todas essas competências numa organização&#8230;</p>
<p>Ironicamente, a maior força de uma intranet avançada – a sua capacidade de suportar diversos processos e áreas, já que lida com informação e conhecimento, insumo para muitos – é também a sua maior fraqueza, pois demanda um esforço interdisciplinar que a maioria das organizações tem dificuldade em executar.</p>
<p><strong>6. </strong><strong>Baixa prioridade para o backoffice</strong></p>
<p>Boa parte das adversidades que relatei anteriormente tem como pano de fundo o fato de que a intranet é algo voltado para os colaboradores – e não para o cliente final. Quem milita no mundo corporativo sabe: se a conexão de um projeto for com o <em>core</em> do negócio, com o faturamento e/ou com a lucratividade, terá toda atenção. Se for para o pessoal que carrega o piano&#8230; bem&#8230; digamos que é um tanto menor&#8230;</p>
<p>Mais uma vez, não é um problema das intranets, mas sim do modo como o capitalismo vê as coisas&#8230; <strong>Backoffice é igual  à baixa prioridade, essa é a verdade</strong> (sem qualquer discurso ideológico piegas).</p>
<p><strong>LUZ NO FIM DO TÚNEL</strong></p>
<p><strong>Há um número crescente de casos de sucesso, que são o oposto de tudo que relatei</strong>, inclusive em em terras tupiniquins. Basta ver os vencedores do <a href="http://intranetportal.org.br/wp/premio-intranet-portal/">Prêmio Intranet Portal</a> (que já teve quatro edições e consagrou trabalhos de alto nível, tanto entre organizações públicas quanto em empresas privadas).</p>
<p>E não se engane: a solução <strong>não</strong> está na “substituição das intranets por redes sociais corporativas”&#8230; essa é a aparente “saída fácil”, que muitos vem apregoando.</p>
<p>As <strong>redes sociais corporativas</strong> (como também a web 2.0) trouxeram um frescor e uma renovação às intranets (e aos processos de aprendizagem organizacional), mas <strong>são parte dessa solução (e não substitutos)</strong>. Infelizmente, troque “intranet” por “rede social corporativa” no meu texto e ele ainda fará total sentido e se manterá fiel à realidade das organizações.</p>
<p>A verdade é que construir plataformas que suportem a gestão da informação e do conhecimento está longe de ser algo trivial e envolve várias competências, recursos e visão. Mas está longe de ser algo impossível ou inviável.</p>
<p><strong>Sim, intranets básicas, unidirecionais, estão fadadas ao fracasso</strong> – não é de hoje que se sabe disso. Se você quiser fazer algo simplório, apenas para levar notícias aos colaboradores da sua empresa, é melhor desistir agora: os custos não justificam o investimento.</p>
<p>Mas não precisa ser assim: a concepção do que é uma intranet avançou muito ao longo dos últimos dez anos, embora a maioria das pessoas ainda tenha em mente aquela coisa monótona e chata, onde o conteúdo mais interessante era o cardápio do restaurante ou a lista de aniversariantes&#8230;</p>
<p>Intranets de ponta olham antes para o negócio, contam com recursos e competências mínimas e incorporam tudo de bom que a web 2.0 e as redes sociais trouxeram para o mercado . Os resultados estão aí: <strong>Banco do Brasil (Diretoria São Paulo), Método Engenharia, ONS, Ferrous, Eletrobras, Documentar e ENSP/Fiocruz</strong> – para citar apenas os vencedores do Grand Prix ao longo das últimas quatro edições do Prêmio Intranet Portal – mostram que o esforço vale a pena (e muito).</p>
<p style="text-align: left;"><a href="https://twitter.com/#!/@InstitutoIP">@InstitutoIP</a></p>
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		<title>Futuro e presente de mãos dadas com o passado</title>
		<link>http://www.hsm.com.br/blog/2011/02/futuro-e-presente-de-maos-dadas-com-o-passado/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Feb 2011 14:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
				<category><![CDATA[ensinamentos]]></category>
		<category><![CDATA[estilo e comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos vocês já devem ter visto a excelente iniciativa que a HSM Online lançou: refiro-me ao Mosaico, que faz um crowdsourcing de tendências sobre temas como Web, Brasil e Liderança, dentre outros. Eu deixei lá os meus dois pitacos. O primeiro deles fala sobre a ubiquidade da computação em nossas vidas. Tem a ver com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.hsm.com.br/mosaico/index.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-11376" title="Mosaico" src="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/02/Mosaico.jpg" alt="" width="440" height="234" /></a></p>
<p>Todos vocês já devem ter visto a excelente iniciativa que a HSM Online lançou: refiro-me ao <a href="http://www.hsm.com.br/mosaico" target="_blank"><strong>Mosaico</strong></a>, que faz um crowdsourcing de tendências sobre temas como Web, Brasil e Liderança, dentre outros. Eu deixei lá os meus dois pitacos.</p>
<p>O <a href="http://bit.ly/h0hPfx" target="_blank">primeiro deles</a> fala sobre a ubiquidade da computação em nossas vidas. Tem a ver com o fato de que, cada vez mais, o futuro é hoje, tamanha a compressão do ritmo das inovações. E não estamos falando de questões tecnológicas, puramente: a onipresença do meio digital, que faz com que comece a se tornar ridículo falar em virtual x real, afeta nosso modo de pensar, nossas relações &#8211; nossa sociedade.</p>
<p>Mas não existe futuro sem passado e presente &#8211; base da reflexão da minha <a href="http://bit.ly/dPr9O0" target="_blank">segunda previsão</a>. E as rupturas (as famosas &#8220;quebras de paradigmas&#8221;) precisarão sempre conviver com o legado &#8211; e serão diretamente influenciadas por ele, numa &#8220;luta de bastidores&#8221; entre o velho e o novo, onde, por definição, nenhum dos dois vence completamente.</p>
<p><span id="more-11373"></span>Hoje, particularmente, a provocação do <strong><a href="http://www.hsm.com.br/mosaico/index.html">Mosaico</a></strong> se mistura a um sentimento de nostalgia (no final do post eu conto o porquê&#8230;). Puxando no meu baú de recordações, encontrei pérolas que nos mostram o quanto muito do que teorizamos e vislumbramos pode ser sentido na pele &#8211; e na história pessoal. Vejam só:</p>
<ul>
<li>Vi o primeiro computador aos 14 anos de idade (portanto, 28 anos atrás), na casa de um amigo de colégio, André Machado. O pai dele, médico, usava intensivamente um Apple II &#8211; e até tinha livros escritos sobre programação. O bicho &#8220;já&#8221; tinha monitor colorido, som e drive de disquetes de 5 1/4 &#8211; uma máquina turbinada, portanto.</li>
<li>No mesmo ano, se não me engano, meu pai acabou comprando um micro pra mim também, de tanto que eu pedia: era um <a href="http://www.mci.org.br/micro/microdigital/tk82.html" target="_blank">TK-82C</a>, com 2Kb de memória (não, você não leu errado, é isso mesmo). Mas eu não estava tão mal assim: compramos o micro de segunda mão e ele veio com uma expansão de memória, que atingia sensacionais 16Kb. O teclado era de &#8220;membrana&#8221; (ou seja, era liso e funcionava sob pressão&#8230; uma maravilha&#8230;), usava fita cassete para armazenagem e era ligado na TV. Claro, não tinha som, nem imagem colorida&#8230;</li>
<li>Existia praticamente uma única publicação voltada pra microinformática: a revista Microsistemas. Ela aceitava contribuições dos leitores e eu tive a primeira experiência de ver &#8220;dicas&#8221; minhas publicadas para o mundo&#8230; As demais revistas eram importadas e traziam muitas vezes o código hexadecimal de jogos e programas, que você teria que digitar, um a um, no tal teclado de membrana, para compilar e então rodar (caso não tivesse cometido nenhum erro). Só doido para fazer isso, não (pois é, eu e meu primo &#8220;perdemos&#8221; muitas tardes de sol, para desespero dos meus pais, formando dupla para digitar os tais códigos enquanto o outro ditava&#8230;).</li>
<li>No centro do Rio de Janeiro, existia apenas uma loja de informática &#8211; a Clappy Computadores. Ela exibia o CP-500, talvez o primeiro all-in-one do planeta. Era meu sonho de consumo &#8211; e eu nunca cheguei a ter um (traumas de infância a gente nunca esquece).</li>
<li>Depois, veio o Applle IIe (o <em><strong>e</strong></em> no nome vinha de <em>enhanced &#8211; </em>aperfeiçoado) e começaram a fabricar clones nacionais. Digitei muuuuitas teses para professores da UFRJ em um micro como esse &#8211; ainda sem HD, mas já com duas unidades de disco (numa rodava o Wordstar, editor de texto; na outra salvava-mos os dados).</li>
<li>Eis que entrei para a família PC, com um XT (aí sim, com HD, mas ainda com monitor de fósforo verde). Quando minha primeira filha nasceu, em 1992, cheguei ao nirvana, comprando um 486.</li>
</ul>
<p>A &#8220;saga&#8221; que relatei acima se deu, portanto, no intervalo de 9 anos. Começavam os BBSs, não havia internet &#8211; e meu primeiro modem transmitia a uma velocidade de 2.400 Kbps, via linha discada (os últimos modens para linha discada atingiam 56.000 Kbps&#8230; e hoje isso é ridiculamente &#8220;estreito&#8221; perto da banda larga mais básica do mercado).</p>
<p>Sim, estou ficando velho. E esse envelhecimento vem cada vez mais rápido, no sentido de que as novidades se sucedem de tal forma que você se surpreende quando encontra um modelo &#8220;antigo&#8221; de celular na gaveta &#8211; e ele não tem nem 5 anos.</p>
<p>Paradoxalmente, ainda há milhões de excluídos digitais nos dias atuais. E mesmo que o acesso pleno chegue, isso ainda não significará inclusão plena (assim como saber desenhar as letras do alfabeto não faz de ninguém um ávido consumidor de livros, muito menos um intelectual).</p>
<p>No mundo corporativo, onde transito, é ainda mais fácil ver essa janela de interseção de eras que vivemos &#8211; é o que eu chamo de &#8220;esquizofrenia da transitoriedade&#8221;. Temos a cabeça presa ao passado, via modelos mentais; mas as mãos e os olhos nas telas e teclados de uma nova realidade. Hardware e software caminham absurdamente mais rápido do que Peopleware &#8211; e isso não pode ser desconsiderado.</p>
<p>Fato é que, quando o futuro se aproxima tanto do presente, como agora, o passado nos espreita mais de perto. Faça silêncio e concentre-se: é possível ouvir o ranger de dentes dessa tensão permanente entre o novo e o velho, acredite.</p>
<p>P.S. &#8211; Reflexões assim, só mesmo em dia de balanço &#8211; leia-se, dia de aniversário. Hoje, 4/2, é o meu quadragésimo segundo &#8211; um ano a mais, um ano a menos. <img src='http://www.hsm.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>@InstitutoIP</p>
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		<title>Déficit de tempo e atenção: males do século</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 16:43:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar dos muitos argumentos em defesa dos ambientes colaborativos corporativos como essenciais à produtividade e à competitividade, salta aos olhos que a adoção dos mesmos pelos colaboradores é sempre o maior desafio em qualquer projeto de implantação ou reformulação de intranets e portais corporativos avançados (no jargão consultivo, desafio = algo que a gente ainda não sabe bem como resolver).</p>
<p><a href="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/images-6.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11307" style="margin: 5px;" title="images (6)" src="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/images-6.jpg" alt="" width="178" height="229" /></a></p>
<p>Nos mais de 10 anos em que atuo como consultor neste segmento, vivo escutando coisas como “o documento está na intranet, mas poucos leem”; “geramos uma base de boas práticas, mas as pessoas insistem em querer reinventar a roda”; “criamos toda sorte de recursos baseados na web 2.0, mas os colaboradores não colaboram (sic) entre si”… A pergunta que fica é simples: por quê?</p>
<p>Há várias razões concorrentes, que abordarei aqui ao longo do tempo. Mas hoje vamos conversar sobre dois obstáculos que considero os mais basais de todos e que reforçam-se mutuamente: os fatores “atenção” e “tempo“.</p>
<p><span id="more-11262"></span><strong>Escassez de atenção</strong></p>
<p>Falamos sempre em ambientes colaborativos e intranets avançadas como plataformas da gestão da informação. E também como potenciais promotores do que os teóricos chamam de “inteligência organizacional”, tangibilizando muitos aspectos da Gestão do Conhecimento. Tudo muito bonito e importante.</p>
<p>Entretanto, a base de toda troca e de toda tomada de decisão é o aprendizado (não por acaso, Peter Senge cunhou a expressão “organizações que aprendem”). E, afinal, o que é preciso para aprender? Minha lista teria: reflexão, experimentação (incluindo o erro como parte do processo) e… atenção. E aí nos aproximamos do dilema fundamental que as organizações enfrentam.</p>
<p>Ele está diretamente ligado a uma regra de ouro da economia “toda abundância leva a uma nova escassez“. Como escreveu Herbert Simon (citado por Chris Anderson no excelente livro “Free“):</p>
<p>“Em um mundo rico em informações, a riqueza da informação implica a carência de outra coisa: escassez daquilo que a informação consome. O que a informação consome é bastante óbvio: ela consome a atenção de seus destinatários. Dessa forma, a abundância de informação gera carência de atenção.”</p>
<p>Detalhe: o nosso amigo Simon escreveu isso em 1971 – visionário, não? Afinal, olhe para o mundo atual, hiperconectado. E pense um pouco na sua rotina diária: sim, agora é óbvio: a abundância de informação leva a uma escassez de atenção!</p>
<p>Ora, se seus colaboradores, trabalhadores do conhecimento que são, vivem essa realidade, então a resposta ao nosso questionamento original pode estar aí. Em parte.</p>
<p><strong>Tempo ao tempo</strong></p>
<p>A outra parte da resposta está nos efeitos colaterais que as ondas do Downsizing e da Reengenharia imputaram a todos nós: em nome de uma organização mais enxuta e eficiente, muitas atribuições e papéis que antes eram executados por 2 ou 3 pessoas passaram a ser destinados a uma só, com a promessa de que, em paralelo, os processos seriam simplificados e a tecnologia viria suprir a baixa no <em>headcount</em>.</p>
<p>Fato é que nem sempre é assim: você hoje tem muito mais trabalho e responsabilidade, os processos “são assim porque sempre foram assim” e a tecnologia muitas vezes parece que atrapalha mais do que ajuda, não?</p>
<p>É nesse ponto em que o déficit de tempo se soma ao déficit de atenção, impedindo que todos os benefícios propalados pela literatura se tornem realidade… Além de muita informação, temos pouco tempo para processá-la, ruminá-la e transformá-la em conhecimento. Sem tempo para refletir e interagir, não há troca, não há aprendizado – não há inovação.</p>
<p><strong>Contradições do mundo moderno</strong></p>
<p>Isso nos leva a uma encruzilhada: vivemos em um mundo hiperconectado, temos as tecnologias para fazer da empresa um grande e integrado “cérebro”, mas não oferecemos os demais recursos necessários para que as sinapses aconteçam de fato. Estamos na Era do Conhecimento, mas sacrificamos as condições basais para que os seus enormes benefícios sejam amplamente incorporados.</p>
<p>Em outras palavras: queremos que as pessoas colaborem, mas não damos a ela o tempo necessário para que reflitam sobre o processo e suas oportunidades de melhoria (queremos, ao contrário, que elas façam mais e mais processos, vistas não como trabalhadores do conhecimento, mas sim – e ainda – como parte de uma linha de montagem). Temos uma enorme gama de informações, sem limites logísticos para entregá-la aos destinatários, mas continuamos empurrando “tudo para todo mundo” nas intranets básicas da vida, contribuindo para aumentar o déficit de atenção (ao invés de diminuí-lo).</p>
<p>Steven Johnson, no seu igualmente excelente “Emergência“, já falava sobre isso, utilizando como metáfora a diferença entre passar de carro pela rua, com os vidros fechados e o ar condicionado ligado, e andar a pé no mesmo trajeto, quando você interage com as pessoas, sente os odores do hortifruti e reflete sobre o caminho – e sobre a vida.</p>
<p>De certa forma, parece que estamos aceitando a velocidade da infovia como paradigma para a nossa própria rotina – a questão é que ainda somos seres humanos (felizmente) e isso faz com que da rapidez só tiremos a pressa.</p>
<p>Falando especificamente de intranets e portais corporativos, isso nos <a href="http://www.hsm.com.br/blog/2011/01/na-intranet-2-0-e-a-informacao-que-busca-voce/">leva ao post anterior</a>: fazer a informação chegar ao destinatário certo, de forma pró-ativa e considerando seu contexto, é uma necessidade (e uma obrigação) num mundo dominado pelo déficit de atenção e de tempo. E vai nos levar também ao próximo post, onde pretendo abordar essa e outras estratégias para quebrar o círculo vicioso e, de fato, contribuir para que a abundância de informação se transforme em valor efetivo.</p>
<p>Até lá, aguardo os comentários de vocês sobre as mal traçadas acima – respondo a todos, prometo!</p>
<p>@InstitutoIP</p>
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		<title>Na &#8220;Intranet 2.0&#8243;, é a informação que busca você</title>
		<link>http://www.hsm.com.br/blog/2011/01/na-intranet-2-0-e-a-informacao-que-busca-voce/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 11:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
				<category><![CDATA[competitividade]]></category>
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		<category><![CDATA[estratégia]]></category>
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		<description><![CDATA[Construir um ambiente "inteligente", que considere o seu perfil para oferecer conteúdo relevante, é a tendência para trazer enormes ganhos e avançar rumo à inteligência organizacional, de forma pragmática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/images-5.jpg"><img class="size-full wp-image-11222  aligncenter" style="margin: 5px;" title="images (5)" src="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/01/images-5.jpg" alt="" width="194" height="211" /></a></p>
<p>Virada de ano é sempre momento de falarmos sobre tendências. O que o futuro nos reserva, afinal? No mundo das intranets e portais corporativos 2.0, uma das principais é a &#8220;disseminação seletiva da informação&#8221; – contraditoriamente, algo um tanto antigo, mas que nunca foi tão atual quanto hoje.</p>
<p>Afinal, no universo corporativo, em nosso trabalho diário, lidamos com uma massa absurda de informações, como nunca antes. Encontrar a agulha no palheiro significa alcançar o &#8220;<em>just in time</em> da informação&#8221;, que deveria estar facilmente acessível. Mas&#8230; como?</p>
<p>Aposto que muitos leitores pensarão que a solução está numa potente ferramenta de busca. Mas isso não basta (embora seja importante). Implica em você saber o que quer encontrar. E implica em esforço – ou seja, o ônus de achar a informação relevante ainda é seu, mesmo que facilitado parcialmente pela tecnologia.</p>
<p><span id="more-11164"></span>Mas a tendência é que as intranets e portais corporativos avançados estejam um passo a frente da sua necessidade. Isso mesmo: estamos falando de um ambiente &#8220;<strong>inteligente</strong>&#8220;, que deduz o que você precisa e se torna <strong>pró-ativo</strong>, empurrando para você o que é relevante (segundo o processo em que está atuando e o seu papel na organização, por exemplo). É a onda &#8220;<strong>push</strong>&#8220;, baseada em categorias, algoritmos e, sobretudo, em uma <strong>lógica probabilística</strong> (típica da web 2.0).</p>
<p>Complicado? Nem tanto: quando você consulta um produto numa loja virtual e ela te informa &#8220;quem comprou isso comprou também&#8221;, tudo isso está acontecendo nos bastidores. Baseado na navegação e nas ações dos demais usuários, o sistema deduz que seu comportamento pode ser similar ao de outros e sugere itens que <em>provavelmente</em> podem te interessar. Sem que você tenha pedido nada – de forma pró-ativa, portanto. Mais &#8220;push&#8221;, impossível.</p>
<p>Traduzindo isso para o mundo corporativo, isso é ainda mais fácil – ainda que não seja trivial. O primeiro passo é fazer com que o sistema carregue uma identificação mais rica de você e dos demais colaboradores na hora do login. Seu perfil, incluindo hierarquia, papel e áreas de conhecimento que domina, por exemplo, podem (e devem) ser parte desse processo logo que você acessa a intranet – assim, você deixa de ser um usuário anônimo e comum.</p>
<p>O segundo passo é indexar os conteúdos – e aí há várias opções, desde lista de termos até as famosas tags, passando por taxonomia e dicionários controlados. Coisa para profissionais da Ciência da Informação definir, portanto.</p>
<p>Com o seu perfil definido e a informação tratada, as relações podem ser construídas pelo ambiente, seguindo tanto as pegadas da sua navegação quanto a probabilidade de temas correlatos serem interessantes para você. As possibilidades são inúmeras – veja alguns exemplos práticos:</p>
<p>● Digamos que você trabalhe no setor elétrico e seja um especialista em hidrelétricas – claro, isso estará no seu perfil. Quando um novo conteúdo relacionado a elas for inserido no ambiente – por qualquer outro colaborador, em qualquer lugar, a qualquer tempo –, você pode ser avisado sobre isso.</p>
<p>● Categorizar as pessoas também ajuda a aglutiná-las (todas que estudam hidrelétricas na organização) e a localizá-las (quem são os especialistas que podem me ajudar num projeto de hidrelétrica?).</p>
<p>É claro que não existe &#8220;almoço grátis&#8221; – um ambiente como esse, inteligente e pró-ativo, que ofereça sempre a você o que é mais relevante, depende de uma mudança de postura das pessoas, de uma análise de negócios consistente e de uma estruturação muito mais complexa do ambiente – bem diferente de um simples site com páginas estáticas, imagem que ainda vêm à mente de quem ouve a palavra &#8220;intranet&#8221;&#8230;</p>
<p>Por outro lado, é esse ambiente rico, dinâmico, interconectado – que promove de fato a gestão da informação e do conhecimento – que pode agregar um enorme valor às organizações. É um dos elementos de uma efetiva rede social corporativa. Aí, sim, estaremos dando um passo importante para construir, de forma pragmática, a inteligência organizacional – e isso é, sim, diferencial competitivo. Logo, crucial.</p>
<p>P.S. – Para quem acha que é tudo teoria, vale conhecer o caso do <strong>Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS)</strong>, vencedor do Grand Prix do Prêmio Intranet Portal 2010 (setor não-privado) – tanto para conhecer os resultados quanto para conhecer os desafios de se avançar no sentido da Intranet 2.0.</p>
<p>@InstitutoIP</p>
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		<title>A caminho da nuvem</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2010 03:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
				<category><![CDATA[competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje vivi uma experiência emblemática: faltou energia na sede do IIP (Instituto Intranet Portal) – e nem por isso a organização parou. Como assim? Vejamos: nosso portal web, unificado, está em um host externo, bem como o e-mail; e nosso ambiente colaborativo, que faz as vezes de &#8220;intranet&#8221; (baseado no ótimo Central Desktop), também não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vivi uma experiência emblemática: faltou energia na sede do IIP (Instituto Intranet Portal) – e nem por isso a organização parou.</p>
<p>Como assim? Vejamos: nosso portal web, unificado, está em um host externo, bem como o e-mail; e nosso ambiente colaborativo, que faz as vezes de &#8220;intranet&#8221; (baseado no ótimo Central Desktop), também não fica dentro de casa – e é contratado no modelo <strong>SaaS</strong> (<strong>&#8220;software como serviço&#8221;</strong>, numa tradução livre). Além disso, quem quis se inscrever no workhsop que faremos dia 30, em Belo Horizonte, não enfrentou problemas –  desde a inscrição até o pagamento com cartão de crédito estavam funcionando, mesmo sem luz no escritório. O mesmo pode ser dito de quem tentou comprar o livro coletânea dos vencedores do Prêmio Intranet Portal, disponível no Clube de Autores, sem depender em nada se estávamos ou não a luz de velas.</p>
<p>Claro que a falta de energia traz transtornos, mas foi preciso uma situação assim, atípica, para evidenciar que esse mundo da informação e do conhecimento está mesmo dando uma guinada radical. <strong>Nicholas Carr</strong> foi o primeiro a vislumbrar esse cenário, onde o pêndulo da arquitetura tecnológica volta a ser centralizado, mas agora conectado a essa incrível e onipresente rede chamada internet.</p>
<p>Você pode estar pensando que ter tudo &#8220;na nuvem&#8221; (expressão que vem se consagrando a partir do conceito de Cloud Computing) é coisa só para organizações de pequeno e médio porte – mas não é. O modelo de contratação de software como licença, decorrência dele, vai pelo mesmo caminho: há quem imagine que a lógica de vender licenças nunca será suplantada.</p>
<p><span id="more-10769"></span>Muitos medos e mitos crescem nesses momentos. Em julho de 2008, por exemplo, fui convidado a palestrar sobre esses temas no Comitê de CIOs organizado pelo WTC – e vários deles estavam céticos. O principal questionamento continua atual: &#8220;não é inseguro colocar os preciosos dados e informações da nossa organização em um ambiente externo, virtualizado e, portanto, fora do nosso controle?&#8221;. Será mesmo?</p>
<p>Como você classificaria, então, uma empresa que colocasse, por exemplo, todos os e-mails trocados interna e externamente (com seus valiosos anexos) fora dos muros da corporação? Bem, as Lojas Renner fizeram isso, adotando o GMail e a suíte Google Apps. Todas as contas de e-mail oferecidas pela Globo.com aos seus milhares de usuários também migraram para o Gmail.</p>
<p>Já a Dell, a Starbucks e a Siemens, para citar apenas três, colocam todo o histórico de relacionamento com seus clientes também na nuvem, usando Salesforce&#8230; Alguém se atreve a dizer que CRM não é crítico para o negócio? Pois bem, lá foi ele para a nuvem.</p>
<p>E você? Colocaria todas as suas informações financeiras na nuvem e ainda faria transações utilizando esse ambiente? Arriscado? Bom, então não entre mais no seu internet banking, pois você vem confiando nesse modelo para gerir nada mais do que o seu suado dinheirinho.</p>
<p>Como se vê por esses poucos exemplos (de muitos existentes), cloud + SaaS vieram mesmo para ficar (e para roubar uma belíssima fatia do mercado de licenças). Com a crise mundial de 2008, houve um empurrão ainda maior nessa direção (bem maior lá fora do que aqui na terra brasilis, é verdade). Afinal, o TCO (&#8220;custo total de propriedade&#8221;) dessa dupla promete ser consideravelmente menor (e é mesmo). E não é só custo – é produtividade, já que uma equipe central altamente especializada e focada na evolução contínua do sistema, que está hospedado em um único local que eles conhecem como ninguém, tende a ser mais ágil e inovadora do que no modelo de licenças, envolvido com os desafios da heterogeneidade.</p>
<p>É por isso que Renner, Siemens e tantas outras estão se arriscando em &#8220;mares nunca d´antes navegados&#8221;: quando o bolso fala mais alto, as empresas costumam ganhar uma coragem inesperada para abraçar soluções que prometam mais por menos.</p>
<p>No outro lado do balcão, as mudanças também se sucedem. Os big players de software (IBM, Microsoft, Sap e Oracle, por exemplo) já não brigam mais contra esse modelo, que poderia parecer ameaçador, já que vivem de licenças: ao contrário, eles estão incorporando opções na nuvem e em SaaS ao seu portfólio, inclusive numa lógica complementar ao modelo tradicional.</p>
<p>No mundo das intranets e portais corporativos, o bicho papão é o mesmo: &#8220;jamais vou colocar as informações internas e das áreas de negócio em um local fora do alcance da minha vista&#8221;, muitos pensam. E eis que IBM (na família Lotus) e Microsoft (na linha Sharepoint) já oferecem opções em nuvem e em SaaS para construção desses ambientes corporativos que dão suporte ao mundo do trabalhador do conhecimento.</p>
<p>Isso significa que já há uma dinâmica de negócio em torno desse novo modelo – e ela vai crescer como uma bola de neve, se retroalimentando. Quanto mais empresas aderirem, mais os fabricantes vão investir. Quanto mais investimento houver, menores serão os riscos e mais empresas vão aderir.</p>
<p>Estamos diante de mais uma ‘disruptura’ (ou, como nós, consultores, adoramos: uma &#8220;quebra de paradigma&#8221;) e isso torna difícil aceitar e entender a nova onda. Mas ela tem tudo para ser uma tsunami, que vai afetar muito a nossa dinâmica de vida, como eu pude experimentar hoje com o singelo incidente da falta de luz, acessando de qualquer lugar os ambientes que fazem a organização que dirijo funcionar.</p>
<p>Por fim, imagine como isso vai afetar, particular e dramaticamente, o mundo da Tecnologia da Informação – em um futuro nada distante, os departamentos de TI, por exemplo, serão muitíssimo menores do que hoje (afinal, boa parte da infra e do desenvolvimento estará fora de casa), e o perfil dos seus integrantes será muito mais cerebral (voltado para gestão de TI e análise de negócio) do que tático-operacional&#8230; quem viver, verá.</p>
<p>@InstitutoIP</p>
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		<title>Redes digitais corporativas e a inteligência organizacional</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 16:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Saldanha</dc:creator>
				<category><![CDATA[gestão 2.0]]></category>
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		<description><![CDATA[Eis aqui meu primeiro post &#8211; de muitos que virão &#8211; sobre o mundo do trabalho e do conhecimento apoiado em ambientes colaborativos. Falarei do mundo digital dentro da esfera corporativa &#8211; ou, para quem gosta de siglas, focarei em B2E, E2E e até B2B, deixando o mundo do B2C para os muitos colegas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/intranet1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-10708" title="intranet" src="http://www.hsm.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/11/intranet1.jpg" alt="" width="200" height="196" /></a></p>
<p>Eis aqui meu primeiro post &#8211; de muitos que virão &#8211; sobre o mundo do trabalho e do conhecimento apoiado em ambientes colaborativos. Falarei do mundo digital dentro da esfera corporativa &#8211; ou, para quem gosta de siglas, focarei em B2E, E2E e até B2B, deixando o mundo do B2C para os muitos colegas que militam na internet.</p>
<p>Mas não me limitarei a apenas esse tema &#8211; no mundo complexo em que vivemos, esses ambientes são a base de coisas muito maiores: produtividade, aprendizagem organizacional e inovação são algumas delas e estarão sempre aparecendo por aqui.</p>
<p>Para quem não me conhece, sou consultor e Presidente do Instituto Intranet Portal, fundado em 2009. Meu foco, desde 1999, tem estado voltado para as intranets e portais corporativos. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, sou um humanista e minha formação é em marketing &#8211; logo, estaremos sempre debatendo aqui essas ferramentas como tecnologia aplicada ao desenvolvimento organizacional (e não sob o ponto de vista exclusivo da TI, embora a tecnologia em si seja um elemento importante).</p>
<p><span id="more-10699"></span><strong>Vencendo a sopa de termos e siglas</strong></p>
<p>Agora que já contextualizei minha presença aqui, creio que caiba também aprofundar essa definição a respeito das &#8220;intranets avançadas&#8221; &#8211; as chamadas &#8220;intranets 2.0&#8243;.</p>
<p>Notem que, em míseros três parágrafos, utilizei 4 termos distintos, tentando usá-los como sinônimos: &#8220;ambiente colaborativo&#8221;, &#8220;intranet&#8221;, &#8220;portal corporativo&#8221; e &#8220;intranet 2.0&#8243; &#8211; isso sem contar o &#8220;redes digitais corporativas&#8221; do título.</p>
<p>Claro que o fiz de propósito, mas a realidade do mercado é ainda mais cruel: termos como &#8220;portal do conhecimento&#8221;, &#8220;portal colaborativo&#8221;, &#8220;portal corporativo do conhecimento&#8221; e &#8220;enterprise 2.0&#8243; se somam aos que já citei anteriormente &#8211; e, no frigir dos ovos, todos apontam mais ou menos para a mesma coisa.</p>
<p>Se essa profusão já é um problema em si, maior ainda é aquele que está oculto: damos nomes às coisas com o intuito de defini-las &#8211; logo, o que está por trás disso é, de fato, uma confusão a respeito do que estamos tratando efetivamente. Afinal, o que é uma intranet? O que é um portal corporativo? Esses são termos desgastados, para os quais muita gente torce o nariz, mas o fato é que a maioria das pessoas que milita nas empresas ainda os utilizam quando pensa em construir uma plataforma digital integradora de apoio ao negócio.</p>
<p><strong>Um viva para o PCC! (não, não é o que você está pensando)</strong></p>
<p>Eis que, um belo dia, veio o Gartner e disse algo mais ou menos assim: &#8220;Portais, Conteúdo e Colaboração formam uma tríade indissociável se você quer mesmo fazer de sua intranet um promotor da produtividade, da aprendizagem e da inovação&#8221;. Estava criada mais uma sigla: Portal, Content &amp; Collaboration &#8211; PCC. Mas, não é apenas mais uma sigla &#8211; é &#8220;A&#8221; sigla.Eles colocaram o ovo em pé, ainda que com uma enumeração (e não com um substantivo simples, como seria o ideal).</p>
<p>Tudo isso pode parecer um tanto árido e abstrato, mas, na verdade, tem uma grande importância para a correta compreensão do papel das intranets e portais corporativos (vou usar mais o termo intranet, mas volta e meia vou resgatar &#8220;portal corporativo&#8221;, já que ele se consagrou no Brasil como sinônimo de intranet evoluída).</p>
<p>Por trás da sigla PCC há, na verdade, uma visão de aplicabilidade desses ambientes. E todos começamos, finalmente, a falar uma mesma língua e a orientar projetos para objetivos mais claros. Intranets avançadas, como qualquer ferramenta, são boas para umas coisas e não tão boas para outras. São ótimas para integrar sistemas (Portal), gerir conteúdo (Content) e promover a colaboração (collaboration), mas são ruins em controlar.</p>
<p>É nessas paragens que vamos caminhar neste blog. E, agora que ficou clara sua amplitude, podemos focar nos problemas de negócio e nas demandas da economia do conhecimento, passando a discutir como usar essa ferramenta fantástica, ao invés de perdermos energia e foco discutindo os termos em si. O importante é que Intranets avançadas (que incluem as redes sociais/profissionais corporativas) estão no olho do furacão formado por termos como informação, conhecimento, produtividade, aprendizagem e inovação &#8211; o ouro em pó do século XXI. E é isso que realmente importa. Não há empresa que se queira competitiva e ágil que possa prescindir de um ambiente onde seja fácil recuperar conteúdo, localizar especialistas e acessar, de forma inteligente e integrada, seus sistemas legados &#8211; é a pura base estrutural da Administração de Empresas neste novo século, portanto.</p>
<p>Em tempo: Vocês devem ter notado que a sigla PCC para nós, brasileiros, é de uma infelicidade atroz &#8211; nem preciso dizer o porquê. Não bastasse a profusão de termos, aquele que melhor define o escopo das intranets avançadas (e, em parte o escopo deste blog) é um que gera ainda mais confusão em terras tupiniquins!</p>
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