• Luiz Alves

    10/02/2010
    às 19:00

    Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento

    Quando o filme termina

    oldfilmreel_10Você já reparou o que acontece, no cinema, quando o filme termina? Muitas pessoas saltam da poltrona e rapidamente buscam a saída da sala de projeção, outros ficam sentados ainda vendo o que seria o restante do filme, ou seja, os créditos. O interesse vai desde quem são os artistas coadjuvantes – uma vez que supostamente os protagonistas do filme são conhecidos de antemão – até curiosidades como onde o filme foi rodado, qual é a base do roteiro, de quem são as musicas, figurino, etc.

    Mas o interessante mesmo são os comentários. Alguns saem dizendo que esperavam mais do filme, outros satisfeitos, e uma parte indiferentes. Nunca haverá uniformidade de opiniões porque é da natureza humana perceber as coisas de maneiras diferentes.

    Já ouvi comentários bastante negativos sobre um filme que, em minha opinião, aparentemente não merecia. Também já assisti a filmes que me frustraram e que, conversando com amigos me deram opiniões muito diferentes. Creio que o primeiro passo para gostar mais ou menos de um filme é a expectativa que se estabelece ao escolher o que assistir. Claro que a companhia conta muito. Afinal quem não gosta de uma companhia agradável para ir ao cinema e depois sair para jantar?

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  • Luiz Alves

    21/01/2010
    às 18:16

    Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, liderança

    Sem etiqueta, sem preço

    stradivariusNão é de hoje que se sabe que as pessoas estão acostumadas a valorizar as coisas dentro de contextos muito bem definidos e conhecidos. Um quadro é mais valorizado quando possui moldura, mesmo que a moldura seja produzida em série. Da mesma forma duas peças de roupa produzidas com o mesmo material e estilo, podem ter valores muito diferentes dependendo da etiqueta.

    A palavra moldura traduzida para o espanhol é marco, que realmente define muito bem o papel da moldura em uma obra de arte, que é o de marcar ou delimitar o trabalho e não fazer parte da obra. A obra tem aspectos intangíveis que jamais poderiam ser carregados em uma moldura.

    Em 2007, o jornal Washington Post lançou um debate sobre valor, contexto e arte. Para tal pediu que um músico famoso tocasse algumas peças de música clássica no horário de rush, na estação do metro L’Enfant Plaza em Washington. Mais de 1.000 pessoas passaram por ali durante os 43 minutos que este musico tocou, e pouca ou nenhuma importância deram ao músico.

    Mas o que ninguém sabia era que o musico se tratava de Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num raríssimo, Stradivarius de 1713, estimado em 3,5 milhões de dólares. No entanto, Bell estava vestido em roupas comuns, calça jeans, camiseta e boné, e não havia nenhuma etiqueta para identificar quem era aquele artista.

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  • Luiz Alves

    21/12/2009
    às 22:06

    Categorias: Sem categoria

    O fiasco de Copenhague

    cop15_logo_imgComo previsto em artigo publicado neste blog no dia 17 de novembro, a conferencia do clima de Copenhague – COP 15 terminou na sexta-feira deixando como resultado um documento político débil. Sem consenso, a conferencia foi marcada por omissões e desentendimentos entre os países participantes, culminando com um acordo vago e muito pouco útil ao planeta.

    Embora todos concordem com a urgência de ações para conter o aquecimento global, cada pais tratou de proteger sua agenda interna, transformando aquilo que poderia ser um acordo histórico em uma carta de intenções, que não define o que e como fazer. O documento está permeado de termos genéricos, como reduções significativas, sem gerar nenhum compromisso vinculante de reduções, deixando as decisões para a próxima conferencia que vai acontecer no México no final de 2010.

    Como esperado os Estados Unidos e a China foram os grandes opositores a um acordo por imposição das agendas domesticas de ambos os países que insistem no uso de uma matriz energética extremamente suja. O Brasil, a Índia e a África do Sul ajudaram na articulação do documento final, que acabou sendo aprovado sem consenso pelos países participantes da conferencia.

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  • Luiz Alves

    27/11/2009
    às 18:57

    Categorias: estratégia, liderança, ética

    Guilt or Not Guilt

    12homensAlmoçando hoje em uma praça de alimentação de um shopping center não pude deixar de ouvir uma conversa de um grupo de rapazes em uma mesa ao lado. Estavam em sete, todos empregados de uma rede de supermercados, e calorosamente discutiam maneiras de como lidar com o chefe. Ensaiavam uma conversa que pretendiam levar com ele, que na visão deles era incompreensivo e não reconhecia o trabalho do grupo.

    Quando o rapaz que parecia ser o líder do grupo, que se mostrava bastante agressivo, pareceu convencê-los de que deveriam se reunir com o chefe naquela tarde e pressioná-lo a mudar de atitude, mesmo que isto significasse colocar o emprego deles em risco, um dos garotos demonstrou não estar convencido que aquela era a melhor maneira de agir. Diferentemente do rapaz que polarizava a discussão, este era mais tranqüilo e falava baixo. Então questionou se todos se sentiam confortáveis a pressionar o chefe, e todos – talvez por sentirem a pressão do líder – disseram que sim.

    Então veio a pergunta fatídica do rapaz que se sentia desconfortável com a situação, mas não se alinhava com a estratégia defendida pelo resto do grupo: O que vocês fariam no lugar do chefe, se sete pessoas de sua equipe te procurassem para “exigir” mudanças de tratamento?

    Depois de acalorada discussão, houve uma nova dissidência, agora eram dois do grupo de sete os que não estavam de acordo com a estratégia de pressionar o chefe por mudanças como se pensou inicialmente.

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  • Luiz Alves

    17/11/2009
    às 10:44

    Categorias: economia, estratégia, liderança, sustentabilidade

    A retórica verde

    life_treeComo diz Caetano Veloso na musica Sampa: “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”, pois bem, cada vez fica mais claro que muito pouco se pode fazer contra interesses de poderosos endinheirados. Que o diga a África subsaariana.

    Como já se vinha prevendo, em face de dificuldades de alinhamento de interesses de poderosas economias, a expectativa de um acordo, em 2009, visando reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa ficou para o próximo ano. Assim, a reunião COP-15 prevista para dezembro em Copenhague, deve resultar apenas em uma declaração “politicamente vinculante”, ou seja, pouco especifico e não obrigatório.

    Basicamente isto acontece porque os Estados Unidos – pais que responde por quase um quarto das emissões globais – está encontrando dificuldades para aprovar, no congresso, legislação especifica para controle de emissões. Sem o compromisso dos norte-americanos de diminuir suas emissões, os demais países resistem a firmar compromissos de redução de gases de efeito estufa.

    Além dos Estados Unidos, países como a China e a Índia também resistem a adotar compromissos sobre emissões. Situação que se agravou depois da crise financeira mundial, dado que na visão destes países, controlar as emissões significa reduzir crescimento. Visão de curto prazo, que somente levará a mais destruição.

    O Brasil por outro lado, fez um anuncio a meu ver confuso, ou pelo menos sem coordenação política. O estado de São Paulo saiu na frente, em medida claramente política, atropelando o anuncio do governo federal e através de lei especifica se compromete a reduzir 20% das emissões de CO2 até 2020, em base ao ano de 2005.

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  • Luiz Alves

    27/10/2009
    às 10:21

    Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, humanização do trabalho, liderança

    Sobre a vaidade

    pavaoA vaidade, em geral, é interpretada como algo negativo, e muito difícil de ser avaliada sob a ótica moral. Na visão de muitos, vaidoso é aquele que quer chamar a atenção, que deseja se destacar dos demais, o que tem seu fundo de verdade. Em essência todos nós demonstramos algo de vaidade em nossos atos, ou seja, a vaidade se apresenta como um dos fundamentos das ações humanas. Como afirmou Mathias Aires, a vaidade é sem limites, durando mais do que nós mesmos, através dos túmulos aparatosos que mandamos fazer.

    Um dos desafios que enfrentamos, desde muito cedo, em nossas vidas é ter que administrar conflitos. Dado que a vaidade é um processo desenvolvido pelo homem que vive em sociedade, desde o nosso nascimento, somos submetidos a toda sorte de situações que nos levará a buscar se destacar de alguma maneira dos demais. Portanto a vaidade esta intimamente conectada com o processo de individualização do ser humano, que passados os primeiros anos de vida, de alguma maneira, buscará ser diferente do grupo do qual é parte integrante, o que significa caminhar no sentido oposto ao da integração. Neste ponto surge talvez o primeiro grande conflito a ser administrado.

    Durante a infância temos como objetivo ser igual aos demais e ser bem aceito pelos grupos que formamos parte, sem importar quem é o mais rico ou o mais inteligente. Já na fase juvenil, para ser bem aceito pelo grupo é necessário se destacar, por outro lado isto traz conseqüências, sendo a solidão a principal delas. Por isso, a solução é buscar diferenciar-se dos pais e fazer parte de alguma tribo. A vaidade exige uma competência para lidar com a individualização que os adolescentes em geral têm dificuldades para desenvolver.

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  • Luiz Alves

    16/10/2009
    às 19:12

    Categorias: autodesenvolvimento, empresas, estilo e comportamento, estratégia, humanização do trabalho, liderança, trends & insights

    Conflito de gerações

    jabaquaraHá cerca de seis anos iniciei minhas observações sobre o comportamento do jovem no mercado de trabalho, e creio que este assunto merece maior atenção por parte dos dirigentes das empresas em geral.

    Entre 2007 e 2008 fui presidente de uma companhia de Call Center na Argentina, que naquela época tinha mais de 1.200 funcionários, predominantemente jovens com menos de 20 anos de idade. Quando cheguei, a companhia tinha um índice de absenteísmo que beirava a insanidade, ao redor de 22%. Isto mesmo, de cada quatro empregados um não vinha trabalhar todos os dias.

    Conversando com os gestores perguntei qual era a opinião deles, e todos foram unânimes em me dizer que era falta de fidelização e de compromisso, porque as regras disciplinares eram meio frouxas e que deveríamos colocar regras e sansões mais duras. Não concordei porque o discurso me pareceu vazio e com pouco embasamento.

    Percebi que nenhum deles sabia exatamente o que estava se passando, embora todos tivessem palpites de como melhorar o absenteísmo. Passei a observá-los mais atentamente e minha conclusão foi que os parâmetros de gestão eram ultrapassados para aquela comunidade de jovens trabalhadores. Tratei então de incentivá-los a entender quais eram os anseios de nossa comunidade de empregados, de maneira a dirigir nossos esforços no sentido de melhorar o desempenho geral da empresa.
    Depois de muito esforço alguns reagiram e finalmente puderam entender um pouco mais o comportamento de nossos empregados, enquanto outros não conseguiam evoluir por absoluta inflexibilidade para mudar paradigmas totalmente arraigados. Por isso, não restou outra ação que não fosse substituí-los. Um programa de treinamento também foi ministrado com foco nos gerentes de nível médio.

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  • Luiz Alves

    07/10/2009
    às 18:13

    Categorias: sustentabilidade

    O álcool polui mais que a gasolina?

    mascaraNão!

    Agora vamos entender por que.

    Recentemente o Ministério do Meio Ambiente lançou uma lista com os modelos de automóveis classificada de acordo com a emissão de poluentes. Iniciativa notável a meu ver, pois é direito do cidadão conhecer os detalhes dos produtos comercializados no mercado. Um dos efeitos poderá ser a preferência por modelos que emitam menos poluentes, cuja conseqüência direta é os benefícios para a saúde e para o meio ambiente.

    No entanto, a tal lista tem causado confusão porque alguns modelos a álcool foram classificados como mais poluidores do que alguns modelos a gasolina. O problema é complexo e por isso precisa ser analisado por partes.

    Primeiramente a idéia que o álcool não polui é mito. Como os modelos de carros brasileiros, quase que na sua totalidade, se baseiam na combustão de algum tipo de combustível o resultado será sempre a emissão de dióxido de carbono (CO2). A diferença é que o álcool é produzido a partir da cana de açúcar, que por ser uma planta precisa absorver CO2 para crescer, desta forma o mesmo CO2 que sai do escapamento dos automóveis, em síntese, alimenta a fotossíntese pelo vegetal que o converterá em biomassa. No entanto, esta absorção nunca será de 100%, além disso, a cultura da cana necessita de insumos que consomem energia e emitem gás carbônico.

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  • Luiz Alves

    02/10/2009
    às 19:23

    Categorias: economia, sustentabilidade

    Enfim foi aprovado o Zoneamento Ecológico

    canaEmbora sem o devido destaque da mídia o governo federal finalmente oficializou, através de um decreto, no final de setembro, o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar (ZAE Cana) que estabelece diretrizes para a produção de cana no país, baseadas na proteção do meio ambiente, na conservação da biodiversidade e na utilização racional dos recursos naturais.

    Com este projeto o Brasil dá mais um passo no sentido de reconhecer e atender as exigências do mercado global de certificar a boa procedência de commodities como o álcool combustível. Isto vem a contemplar ações que evitem condições degradantes de mão de obra, queimadas da palha da cana antes da colheita, desmatamento indiscriminado, dentre outras medidas.

    Talvez a mais importante medida tenha sido proibir a expansão das plantações de cana de açúcar no Pantanal, Amazônia e Bacia do Alto Paraguai. Além disso, como existem muitas áreas desmatadas ocupadas por pastagens abandonadas o crédito oficial incentivará seu uso sustentável, evitando assim, que novas áreas venham a ser desmatadas.

    Caberá ao Ministério da Agricultura certificar o aumento da área sob a ótica do risco para produção de alimentos. Outro aspecto muito importante definido pelo projeto de lei é que até 2017 a colheita deverá ser totalmente mecanizada, eliminado assim a queima da palha, sendo que 40% já deverão acontecer até 2014.

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  • Luiz Alves

    21/09/2009
    às 11:01

    Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, longevidade, sustentabilidade

    Deixem vir as flores

    samaumaflorComo maneira de prestar uma homenagem, ao dia da arvore que se comemora hoje, escolhi uma espécie de arvore encontrada na Amazônia conhecida como Samaúma que os indígenas a consideram “a mãe” das árvores. A escolha desta data se deu porque os índios sempre cultuaram as árvores na época das chuvas, que também coincide com a chegada da primavera em 23 de setembro.

    A Samaúma é tipicamente amazônica. Também conhecida como “escada do céu” devido a sua altura que alcança quando adulta, ou “árvore da vida” porque na época das chuvas, acumula água em seu grande tronco e raízes. Durante a estiagem, além de se abastecer, a Samaúma, espalha água para as outras plantas ao redor.

    Influenciada pelas as fases da lua, há ocasiões em que a água existente no interior desloca-se para a copa ou raízes. O movimento da água no seu interior produz ruídos, que o caboclo da mata chama de “estrondos”, podendo se ouvir ao longe na floresta. As parteiras tradicionais da floresta, também utilizam a água da Samaúma como medicamento para gestantes.

    Suas raízes são chamadas de sapobemba e são usadas na comunicação pela floresta, através de batidas em sua estrutura, por isso, muitos a chamam de campainha da floresta. Conta a lenda que nela vive o Curupira, personagem da mata, que ao ouvir o barulho do tronco da grande árvore recebe o aviso da chegada de algum perigo. O Curupira então assusta os visitantes com a finalidade de defender a floresta de seus inimigos e invasores.

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