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Luiz Alves
16/02/2011
às 10:00Categorias: estilo e comportamento, sustentabilidade
Quem entendia de sustentabilidade era a minha avó
Não faz muito tempo que o termo sustentabilidade foi cunhado e surgiu como algo inovador, mas meus avós já praticavam atitudes sustentáveis há muitos anos. Primeiramente não se jogava comida fora. A pequena sobra de arroz do dia anterior se transformava em um saboroso bolinho no dia seguinte, o bife que sobrava virava um apetitoso picadinho.
Quase todo quintal tinha um galinheiro e uma horta, assim, os alimentos orgânicos – outro modismo inventado em tempos recentes – eram produzidos pela maioria das famílias. Quando faltava “mistura”, bastavam dois ovos caipiras das galinhas do quintal um tomate e um ramo de salsinha da horta, pronto lá estava uma nutritiva omelete. Se o dia fosse especial um frango caipira propiciava um belo assado.
A horta do meu avô, embora de tamanho reduzido, produzia de tudo: alface, almeirão, rabanete, pimentão, couve, berinjela, tomate, dentre outros legumes e verduras. Tudo isto sem utilizar nenhum agrotóxico ou adubo químico. O lixo orgânico (casca de frutas e de ovos) se transformava em adubo. Até os vasos de antúrios recebiam as cascas de ovos.
A água utilizada pela família, em geral, provida por um poço era utilizada com critério e economia. A roupa era lavada no tanque e a água reutilizada para lavar o quintal, portanto, o reuso da água não é novidade como se apregoa atualmente, mas algo que a minha avó também já praticava.
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Luiz Alves
06/01/2011
às 12:06Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, liderança
Antes que o mundo acabe
Segundo o calendário Maia, o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012. O povo Maia é reconhecido por seu avançado conhecimento de astronomia e pela precisão de seus diferentes tipos de calendários. Foram os eles que criaram o calendário anual solar com 365 dias, chamado Haab. Outro calendário criado pelos Maias foi o de “Longa Contagem”, que computa extensos períodos de tempo ou ciclos, de 5.125 anos.Com base no calendário de longos ciclos foi estabelecida a profecia Maia do fim dos tempos. Segundo essa profecia, estão previstas para 2012 impactantes atividades cósmicas para o planeta Terra. O Sol deverá sofrer violentas tempestades emitindo poderosas chamas e partículas cuja potência alcançará a terra causando o colapso de campos magnéticos que certamente produzirão grandes catástrofes.
Paro por aqui porque não tenho a pretensão de discutir a teoria Maia para o fim do mundo. Quero apenas refletir sobre esta situação. Imagine que é certo que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012, então tente pensar em como você viveria os dias que te restam.
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Luiz Alves
03/11/2010
às 11:38Categorias: educação, estratégia, liderança, sustentabilidade
COP10 – Protocolo de Nagoya
Embora pouco divulgado no País, após 18 anos de negociações – desde a Eco-92 – finalmente foi assinado o Protocolo de Nagoya, que pode ser considerado um marco no sentido de frear a perda alarmante de biodiversidade e ecossistemas do planeta.
Este pacto, firmado por 193 países, estabelece um tratado sobre a biodiversidade, onde as nações passam a reconhecer o direito dos países sobre a sua biodiversidade. Na prática, isto significa que se alguma nação desejar explorar os recursos naturais de outra, como: plantas, animais ou micro-organismos, esta deverá pedir autorização para o detentor do recurso.
Se a exploração resultar em algum produto, como remédios ou cosméticos, os lucros obtidos deverão ser compartilhados entre o país desenvolvedor e o de origem do recurso natural. Ficou estabelecido um sistema de divisão de ganhos por exploração de recursos naturais que, particularmente, beneficia países como o Brasil que possui a maior biodiversidade do planeta.
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Luiz Alves
18/10/2010
às 11:52Categorias: estilo e comportamento, sustentabilidade, trends & insights
Dia Mundial da Alimentação
Há um mês, li uma manchete em um jornal que me chamou a atenção: “Fome global cai pela 1ª vez em 15 anos”. O primeiro ímpeto foi: “que bom!”, mas depois vinha o subtítulo da noticia: “Relatório da agência da ONU diz que, em 2010, menos de 1 bilhão de pessoas sofre de subnutrição no mundo”. Isto mesmo, você leu certo. Existe quase um bilhão – cifra correta 925 milhões, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) – de pessoas passando fome crônica no planeta.
No último dia 16, se comemorou o Dia Mundial da Alimentação. Comemorar? Dá para aceitar que 16% da população mundial sofra de privação alimentar grave no século XXI?
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Luiz Alves
04/10/2010
às 21:09Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, inovação, trends & insights
Inovar não é opção
Se você perguntar para dez executivos o que é inovação, certamente ouvirá dez respostas diferentes. No entanto, quando a mesma pergunta for feita ao consumidor, seja ele de produto ou serviços, as respostas serão muito parecidas. Isto significa que uma empresa, ao pensar em inovar, deve se examinar de fora para dentro, ouvindo sempre o que os clientes têm a dizer.
Parece simples, não é mesmo? Mas nem sempre isto se passa.
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Luiz Alves
02/09/2010
às 11:00Categorias: autodesenvolvimento, ensinamentos, estilo e comportamento
Simplicidade, um assunto complexo
Simplicidade é assunto complexo, pelo menos quando inserido no contexto social. O fato de usar uma roupa surrada, sandálias e não possuir bens não tem relação direta com a simplicidade, ou seja, estabelecer um padrão de vida simples não gera necessariamente simplicidade.Uma pessoa pode ser simples na forma de se vestir, mas complexa na forma de se portar. Talvez seja por isso que Leonardo da Vinci teria dito: “A simplicidade é o último grau de sofisticação.”
Porque quando pensamos em simplicidade, logo vem a imagem de uma criança brincando?
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Luiz Alves
05/08/2010
às 01:42Categorias: autodesenvolvimento, ensinamentos, estilo e comportamento, humanização do trabalho, trends & insights
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal
Um discurso recorrente em rodas de conversas informais, restaurantes e mesas de bares é o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Mas a realidade é que estes setores nunca deixarão de estar em conflito e o equilíbrio entre elas é questão de interpretação. O que para uma pessoa significa equilíbrio pleno para outra não necessariamente terá a mesma interpretação.Alguns dizem: “estou trabalhando duro agora porque quero adquirir uma condição de tranqüilidade que me permitirá relaxar e assim trabalhar menos, ou me dedicar a algo que me traga prazer, no futuro”. O fato é que sem trabalhar exaustivamente dificilmente se alcança o sucesso profissional e o consequente retorno financeiro que permite acumular dinheiro suficiente para trabalhar menos. Por outro lado, acumular riqueza pode provocar outro fenômeno comportamental: a compulsão por poder e a conseqüente necessidade de possuir mais e mais. Novamente emerge a questão do equilíbrio. (mais…)
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Luiz Alves
31/07/2010
às 18:32Categorias: autodesenvolvimento, estilo e comportamento, inovação, liderança, ética
Sobre a transgressão
Somos criados sob o hedge de que transgredir é crime, pecado ou proibido. Mas o que seria o ato de inovar? Não seria transgredir?Sou da opinião que a transgressão seja algo absolutamente necessário para o desenvolvimento humano, caso contrário não evoluímos como sociedade e como indivíduos. Inovar nada mais é do que transgredir o que está estabelecido, em alguns casos, há séculos. A arte, em seus diversos tipos de manifestação, está constantemente transgredindo, provocando, tirando as pessoas da zona de conforto e muitas vezes trazendo para realidades diferentes.
Maquiar fotografias de ídolos com pó de cocaina, como fez Oiticica em 1973 pode conter em si alguma mensagem de rebeldia, mas são legítimos gestos de liberdade individual que provocam, transgridem, embora o efeito seja momentâneo e limitado. Defendo que nem sempre transgredir é fazer apologia a desordem, ao contrário, considero a transgressão algo absolutamente necessário, mesmo que isto signifique ficar nu em um museu.
Clique aqui e leia o artigo completo.
(Originalmente publicado em 26/07/2010)
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Luiz Alves
27/04/2010
às 09:34Categorias: inovação, mídia, tecnologia, trends & insights
Será o iPad o papel do século XXI?
O lançamento do iPad, ocorrido a semanas atrás, nos Estados Unidos, foi marcado por grande expectativa e converteu-se em um sucesso absoluto de vendas. O iPad é um computador ultrafino e portátil fabricado pela Apple e tem como característica principal ser um e-reader, ou seja, é um dispositivo que serve para ler jornais, revistas e livros que permite explorar vários recursos além do texto, como imagens e vídeos, adicionalmente traz vários outros aplicativos.As grandes corporações editoriais olham para o iPad como uma oportunidade de sobrevivência, por isso, estão criando versões de produtos especialmente voltados para este dispositivo, com um detalhe a proposta é de cobrar por este conteúdo. O fato é que foram os próprios editores que criaram a armadilha de distribuição de conteúdo gratuitamente pela Internet que reduziu a venda de publicações físicas, por isso, querem alavancar a venda de conteúdo através do iPad.
Muito antes do lançamento do iPad também emergiram uma série de discussões sobre a substituição das publicações em papel por dispositivos eletrônicos. Sinceramente não creio. Isto é mais ou menos a mesma coisa que aconteceu com tecnologias anteriores como o CD-ROM, ou mesmo radio e televisão, televisão e jornal, etc. Mesmo os leitores de livros como Kindle, Nook, Sony Reader, dentre outros, já parecem indicar que a mudança não será tão drástica como se prognostica.
Em países como o Brasil a dúvida sobre a efetividade dos leitores eletrônicos é ainda maior, dado que existem poucos títulos em português e o preço dos dispositivos eletrônicos é elevado.
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Luiz Alves
25/03/2010
às 09:09Categorias: estilo e comportamento, sustentabilidade, trends & insights
A Hora do Planeta 2010
Por iniciativa do WWF, a Hora do Planeta começou em 2007, em Sidney, na Austrália onde 2.2 milhões de lares e pessoas desligaram as luzes para marcar sua posição contra as alterações climáticas. Em 2008, a iniciativa se expandiu para outras cidades e 371 delas aderiram. No ano passado, o Brasil se engajou no movimento pela primeira vez. No mundo, centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades em 88 países apagaram as luzes por uma hora.Por se encontrar no primeiro fuso horário, as Ilhas Chatham, que está cerca de 800 km da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, será o primeiro território do mundo a apagar as luzes. Nas horas seguintes, milhares de outras cidades que tomarão parte do movimento, apagarão as luzes, como que em sequencia, e que assim permanecerão por 24 horas ininterruptas.
Como no ano passado o Brasil participa oficialmente na Hora do Planeta, portanto no sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), as luzes serão apagadas por todos os que aderirem ao movimento. O movimento é simbólico, e tem como objetivo mostrar nossa preocupação com o aquecimento global.
A adesão mundial à Hora do Planeta 2010 já conta com a adesão de mais de 1.300 cidades em 100 países, dos quais 23 participam pela primeira vez do movimento. Já estão confirmados que mais de 200 monumentos ao redor do mundo terão suas luzes desligadas no dia 27 de março, entre eles, a Torre de Tóquio, o Portão de Brandenburgo, a Torre Eiffel, o Empire State, o Obelisco em Buenos Aires e o Coliseu em Roma.





