• Julio Sergio Cardozo

    30/11/2010
    às 12:54

    Categorias: competitividade, empresas, executivos

    Portabilidade de talento: a hora certa de trocar de emprego

    Há várias situações que sinalizam o momento de arrumar as malas e ir embora. Primeiro, quando seu talento não é reconhecido e você vê que tem mais capacidade do que é exigido pela função. Segundo, se sua capacidade não é reconhecida pelo chefe. Terceiro, se seu chefe é mau caráter, faz práticas desonestas e rouba suas ideias como se fossem dele.

    Quarto, quando você tem um chefe que não valoriza o seu trabalho, não lhe dá atenção e não se preocupa em enxergar o que é necessário para que você melhore seu desempenho ainda mais. Nesse aspecto, há variações. O chefe que não valoriza seu talento acaba escondendo de seu superior que tem um funcionário preparado para ocupar postos mais elevados.

    A outra possibilidade é na hora que você está vendo no mercado oportunidades melhores do que aquela que você tem hoje. E melhores oportunidades não significam apenas um melhor salário, mas também benefícios indiretos ou chance de ascender mais rapidamente. Com o mercado superaquecido, você pode ter sua competência valorizada no mercado e a hora certa de trocar de emprego e exercer sua mobilidade, pode estar aí.

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  • Julio Sergio Cardozo

    24/11/2010
    às 11:54

    Categorias: empresas, executivos

    Os perigos da fofoca no trabalho

    Fofoca no trabalho: ajuda, atrapalha ou é divertido? Sem sombra de dúvidas, a fofoca é sinônimo de problema. As conversas na hora do cafezinho, no corredor, no almoço, nas práticas esportivas que acontecem nos finais de semana patrocinadas pelo grêmio, no encontro com o colega na rua, são uma tentação à fofoca. Tentação ainda maior é falar mal do chefe.

    Ah, como é bom falar mal do chefe, daquele colega que não está presente! Até mesmo daquela colega mulher que você acha interessante ou daquele colega que você, do sexo feminino, está de olho. Deve ser realmente prazeroso fazer fofoca. Difícil encontrar quem nunca a fez ou foi alvo dela. Mas depois de tantos anos de estrada, cheguei a uma conclusão: fofoca é problema. A fofoca é como uma bomba, prestes a detonar seu trabalho e sua reputação.

    Encaro a fofoca como uma prática perigosa e que não se restringe apenas aos subordinados. Chefe que gosta de fofoca é chefe incompetente. Vocês, aliás, vão ficar chocados com o que vou escrever, tem um monte de chefe por aí que gosta de subordinados que entram na sala, sentam-se na cadeira em frente a ele, pedem um cafezinho e começam a contar coisas que o chefe não saberia pelos meios normais. Isso é um perigo.

    Qual o meu conselho? Claro que você não vai se indispor com seu colega de trabalho, mas vai ouvir a fofoca, dar aquela gargalhada – como se fosse a melhor piada do planeta – e não a levará em consideração. Vai esquecer que ouviu a fofoca. Jamais passe-a para frente. Não acredite nas fofocas e no boato. Se há uma informação que você deve saber, essa informação virá pelos canais oficiais. Não existe boato ou fofoca que possa ajudar em sua brilhante carreira.

    Ah, sim, vale perguntar: você é fofoqueiro?

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  • Julio Sergio Cardozo

    19/11/2010
    às 16:44

    Categorias: competitividade, empresas, executivos

    Os alienígenas estão chegando

    Os forasteiros estão invadindo o Brasil. Com o mercado altamente aquecido, e falta de gente qualificada, muitas empresas vêm optando por trazer profissionais de fora. Em vez de nos tornarmos exportadores de mão de obra, como vinha acontecendo, estamos nos transformando em importadores de talentos. Nitidamente, essas pessoas estão vindo para sustentar esse crescimento.

    Dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o número de profissionais estrangeiros ocupando áreas estratégicas, técnicas e de comando nas empresas brasileiras chega a 180 mil. Só no primeiro trimestre de 2010 foram concedidos 11.530 vistos de trabalho para estrangeiros – a maioria para os setores de energia, gás e petróleo.

    Cenário que muito se assemelhou ao do Japão e de países da Europa, no século passado, que para suprir a falta de mão de obra começaram a importar gente. Antes, o sonho do executivo brasileiro era fazer carreira global, atuar fora do país. Hoje, quem está fora quer voltar de olho no celeiro de vagas e oportunidades no Brasil. Mas já pensaram em como será a disputa daqui para frente?

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  • Julio Sergio Cardozo

    17/11/2010
    às 13:24

    Categorias: empresas, executivos

    Porque os programas de treinamento não funcionam

    Li uma matéria no jornal Valor Econômico que me chamou a atenção. Uma pesquisa feita pela Rosseti Consultoria com mais de 100 empresas revelou que 70% dos funcionários não enxergam qualquer relação entre o que aprenderam em treinamentos com o dia a dia do trabalho. Ou seja, a maior parte do dinheiro gasto pelas organizações com programas de qualificação é, praticamente, jogada no lixo.

    Claro que diante do mercado aquecido e da dificuldade em encontrar profissionais preparados, a única saída para as empresas é treinar funcionários em início de carreira. Onde está o erro então? Na forma de desenvolver esses programas. Uma das razões que vejo é capacitar o profissional para a função depois que ele assume, quando o ideal seria que acontecesse antes. Só assim é possível minimizar erros, evitar desperdícios e problemas, impactando de forma expressiva nos custos operacionais.

    Talvez, não exista elo entre o que o empregado aprende e o que está sendo exigido dele naquele momento. Para funcionar de fato, as dinâmicas precisam ser objetivas, se adequar à realidade de cada um e não ser algo estranho à atividade cotidiana do funcionário. Além disso, muita gente não consegue ver valor nos treinamentos. Poucos entendem ser um investimento feito pela empresa, enquanto deveriam encarar como remuneração adicional ou parte da compensação total que recebem da empresa.

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  • Julio Sergio Cardozo

    01/11/2010
    às 11:52

    Categorias: comunicação, empresas, executivos

    Chefe não quer funcionários que levem problemas, mas tragam soluções

    Um amigo médico, jovem de 28 de anos, me ligou um dia desses para ajudá-lo a resolver um problema com sua chefe. Ela havia solicitado a ele que cobrisse um plantão importante até arranjar um substituto. Passaram-se seis meses. Então ele a procurou e disse que precisava seguir em outra atividade. Ela voltou a dizer que encontraria o substituto. Outros quatro meses se passaram e nada.

    Até que ele resolveu dizer que não podia mais continuar ali. Eis que a chefe, para sua surpresa, demonstrou reação de raiva. Não se conformava com a decisão do jovem. Ainda perplexo, ele me perguntou: “É isso que acontece nas empresas?” Eu disse a ele: “Bem vindo ao mundo corporativo. Você agora aprendeu uma lição de vida. As pessoas precisam entender que o chefe não é amigo do subordinado. O chefe é amigo dele próprio. E ele não quer que tragam problemas para ele”.

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  • Julio Sergio Cardozo

    25/10/2010
    às 14:54

    Categorias: comunicação, empresas, executivos

    Você está preparado para ser chefe?

    Desânimo, estresse, falta de motivação. Esses são alguns dos principais problemas encontrados no ambiente de trabalho. Tanta insatisfação está ligada a uma figura controversa: o chefe. Uma pesquisa da consultoria Gallup aponta que 66% das pessoas se demitem de seus chefes e não da companhia. No livro “Por que as pessoas odeiam seus chefes?” (Editora Sextante), o consultor americano Bruce L. Katcher lista as principais reclamações dos funcionários, a partir de um levantamento feito por sua empresa.

    A constatação é que 46% dos entrevistados acreditam ser tratados de forma desrespeitosa, 52% não tem liberdade para expressar opiniões, 43% disseram não ver seu empenho valorizado e 47% afirmaram não receber informações necessárias para realizar bem seu trabalho. No fundo, muitos chefes sabem que o subordinado quer o seu lugar e não está disposto a dar esse espaço. Mas será que agindo assim o líder vai permanecer por muito tempo no cargo? A resposta é não.

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  • Julio Sergio Cardozo

    19/10/2010
    às 18:07

    Categorias: empresas, executivos

    Por que será que uns vencem e outros não?

    Aí existe um pouco de esoterismo. Infelizmente, concluo que tem gente carimbada para não vencer. Há talentos que nunca tiveram oportunidade de usar esse bem tão precioso a seu favor. Por outro lado, uma minoria é dotada de condições indispensáveis para conquistar um lugar ao sol. Estatisticamente, quanto maior for a população, maior é o número de pessoas com melhor nível e qualidade.

    Mas, se fizermos uma simples comparação, haveria então mais talentos na China do que no Brasil, já que eles são em maior número do que nós? Talvez sim, talvez não. A realidade é que sorte, oportunidade, acaso, competência e predestinação são fatores que podem justificar o sucesso de alguns. Não tem nada de científico no que estou dizendo, mas a vida me ensinou que essas coisas existem.

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  • Julio Sergio Cardozo

    08/10/2010
    às 18:10

    Categorias: empresas, executivos

    Chefes tóxicos destroem as empresas e minam talentos

    A comunicação é um dos maiores problemas entre chefes e subordinados, e a principal reclamação das equipes é que os líderes não transmitem para seus superiores as informações como deveriam. Ou seja, tudo que diz respeito ao desempenho das pessoas nas relações subordinado/chefe e diretor/presidente não flui.

    Resultado: muitos profissionais perdem a motivação, não cumprem as metas e passam o tempo tentando arrumar um novo emprego.  Precisamos atentar para um fato da natureza humana, que se chama filtrar as informações, tornar as informações convenientes.  Por que isso ocorre?  Porque o chefe pode ser mau caráter, incompetente ou inseguro e está protegendo o seu próprio cargo.

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  • Julio Sergio Cardozo

    01/10/2010
    às 19:18

    Categorias: empresas, executivos

    A solidão do poder feminino

    Noutro dia estava lendo, no O Estado de São Paulo, uma matéria que mostrava o quanto as conquistas femininas vêm tornando solitárias as mulheres que ocupam cargos de liderança. Segundo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard, em mais de 40 países, quanto maior for a escolaridade, menor é a probabilidade delas se casarem. Outro dado relativo à América Latina aponta que 40% das mulheres têm maior tendência de se casar com homens de menor escolaridade que em outras regiões do mundo.

    Confesso que fiquei surpreso, mas minhas experiências no mundo corporativo me fizeram ver algumas delas imitarem os homens, esquecendo que os atributos femininos são apreciados, o que, como perversa consequência, faz os homens se afastarem. Nós homens, em geral, não toleramos mulheres com atitudes tipicamente masculinas. Se elas sempre reclamaram da arrogância e frieza masculina, quando na liderança, não deveriam impor seu poder com características que abominam.

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  • Julio Sergio Cardozo

    24/09/2010
    às 19:43

    Categorias: empresas, executivos

    Dinheiro traz felicidade?

    Em uma conversa com meu filho, o Dr. Magnus Gregory Cardozo, sobre a motivação das pessoas em relação ao trabalho, ele comentou ter realizado uma pesquisa informal com seus colegas da área de saúde os questionando o que fariam caso recebessem uma boa quantia de dinheiro.

    A maioria das pessoas afirmou que se ganhasse na Mega Sena acumulada, por exemplo, deixaria de trabalhar na mesma hora. Assim, conquistariam a liberdade e, automaticamente, seriam felizes. Ora, sabemos que a ausência de propósito, de algo com o que se ocupar, leva ao desânimo e à depressão profunda.

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