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Bruno Mello
23/02/2012
às 17:13Categorias: marketing, recursos humanos
Por que a Coca-Cola é a Coca-Cola?
Na última semana, durante o Fórum de Comunicação Digital da ABA, a Coca-Cola “mostrou porque é a Coca-Cola”, escreveu um dos participantes no Twitter. Jonathan Mildenhall, vice-presidente global de marketing estratégico e comunicação criativa da marca, e Gian Martinez, gerente de excelência criativa da Coca-Cola Brasil, detalharam o pensamento, estratégia e cases da companhia com foco em novas formas de comunicação.
Muitas agências e anunciantes ficaram admirados. A admiração, no entanto, deveria servir como inspiração, como exemplo para a ação.
Claro que não é fácil “ser uma Coca-Cola”, mas também não é impossível – vide o exemplo Apple. Os profissionais que lá trabalham simplesmente pensam, e executam, o melhor do marketing disponível. É clássico no mercado o mito de que a companhia é uma escola de marketing. Com méritos. Mas vamos aos fatos do porquê a Coca-Cola é a Coca-Cola.
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Bruno Mello
02/12/2011
às 15:53Categorias: marketing, tendências
Pet, um mercado virgem a ser explorado
Em muitos mercados, a briga entre varejistas e indústrias é de cachorro grande. No negócio de animais de estimação, no entanto, ainda há muito espaço para crescer. Mesmo diante de um faturamento superior a R$ 11 bilhões, o setor é fragmentado e as poucas marcas reconhecidas se restringem às de rações e a de antipulgas. Em sua maioria movidos por necessidade, os compradores são fiéis ao pet shop mais próximo e às marcas a que seu melhor amigo está habituado.Produtos que não são ração ou remédio, bem como os próprios pontos de venda cuja função não passa pela compra por necessidade, não são reconhecidos, aponta uma pesquisa da GS&MD Gouvêa de Souza apresentada no Fórum Pet Brasil. Ganha quem tem marca forte e/ou recomendada por veterinário. De acordo com o estudo, 63% dos donos de cães são fiéis à marca de ração, enquanto nos que têm gatos este número sobe para 72%. -
Bruno Mello
18/11/2011
às 11:08Categorias: gestão
O modelo Abílio Diniz de gestão
Disciplina, gestão eficiente e prazer formam o tripé de sucesso no modelo de liderança adotado por Abilio Diniz à frente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar. Aos 74 anos, já avô e ao mesmo tempo pai de dois filhos com cinco e dois anos, Diniz mostra a juventude de quem está empreendendo como se fosse hoje. Em conversa com milhares de executivos na última semana na HSM ExpoManagement, Diniz defende um modelo de gestão baseado em valores, pessoas e processos.Humildade é hoje um dos valores mais importantes a um dos homens mais ricos do mundo. Para Diniz, ser humilde não é fazer voto de pobreza, mas ter interesse em aprender com os outros, ouvir e tratar as pessoas com deferência. Determinação também é outra característica valorizada pelo mandatário do Grupo Pão de Açúcar, seguida por saber o que quer, onde está a meta e buscá-la com garra e força.
Nesse contexto, entra em cena a disciplina. “Só consigo fazer o que faço porque tenho disciplina”, aponta Abilio Diniz. Mas há outros ingredientes em sua fórmula de sucesso. “Faça tudo com prazer, alegria e equilíbrio emocional. Temos que buscar uma harmonia na vida”, acredita. Atividade física também é importante. “Ninguém precisa ser atleta, mas tem que ter um mínimo de cuidado com o seu corpo porque é através dele que você se movimenta”.
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Bruno Mello
06/10/2011
às 15:43Categorias: marketing
Inovação, design, experiência e excelência nortearam Jobs
Steve Jobs reinventou o mercado de telefonia móvel com o iPhone, o de comunicação com o iPad, o de entretenimento com o Ipod e sua App Store, além da Pixar, criou uma experiência única com seus computadores pessoais e forjou um dos mais bem acabados modelos de negócios na Apple ao orientá-la pela inovação e pelo design. É daqueles visionários que transformam o mundo para sempre e que nos deixa muitas lições.
Todos os produtos de sucesso criados enquanto Jobs dava as cartas ganharam vida a partir de um pensamento orientado pela simplicidade. Para muitos deles não havia sequer uma demanda latente, mas criaram desejos que beiram a doença. Filas de quase um dia inteiro para adquirir um produto são a prova disto. Steve Jobs mudou a forma de fazer Marketing no mundo. Ou fez uso da forma mais inteligente vista até então.
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Bruno Mello
30/09/2011
às 18:25“Internet não é interrupção”, enfatiza Seth Godin
O constante desafio enfrentado pelo profissional de marketing para vender mais ganha novos contornos quando passamos a viver uma revolução tecnológica. Se antes, na era industrial, o importante era ter um único bom produto para a massa e utilizar a comunicação básica para conquistar clientes, hoje é preciso criar vários produtos notáveis e envolver as pessoas com histórias verdadeiras, acredita Seth Godin.
Autor de 11 best-sellers, entre eles Marketing de Permissão, A Vaca Roxa e Todo Marketeiro é Mentiroso, Godin reforça a tese de que não é mais possível fazer tudo para todo mundo e conquistar o consumidor utilizando os meios tradicionais de comunicação como há 50 anos. “A indústria de um produto só morreu”, aponta Godin durante videoconferência no Fórum HSM Marketing & Customer Trends. “A atenção das pessoas não está mais à venda”, ressalta.
Muitas marcas espalhadas pelo mundo, no entanto, ainda não entenderam como utilizar os novos meios de comunicação. “A internet não é interrupção utilizando vídeos do Youtube e colocando as marcas no Facebook. Ela tem a função de conectar pessoas às outras”, acredita Godin. “É um ambiente para as marcas terem um encontro com seus clientes de forma relevante. Elas têm que ouvir o que as pessoas têm a dizer e criar fãs da empresa”, ensina.
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Bruno Mello
06/09/2011
às 08:36Categorias: marketing, redes sociais
Confesse: você está perdido
Carlos Werner, diretor de marketing da Samsung para a América Latina, teve a coragem e a humildade que poucos profissionais da área têm. Semana passada, durante uma apresentação em um fórum internacional, ele confessou diante de uma grande plateia: “Nossa vida virou um inferno. Temos que adivinhar onde colocar o dinheiro. Temos que experimentar o tempo todo. O marketing está mais completo”.Como a afirmação em público do Carlos Werner é algo raro, buscamos meios para esclarecer o porquê de tanto silêncio entre seus pares. Fizemos, então, uma enquete no Facebook nesta semana com a seguinte pergunta: “Diante da revolução digital e das constantes mudanças de mercado, como você se sente?” Das 102 respostas válidas, ninguém, nenhum profissional, reconheceu estar “perdido, sem saber o que fazer”, “inseguro diante das constantes mudanças” ou “confortável com a situação”.
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Bruno Mello
18/08/2011
às 14:53A crise está aí. Vamos continuar a tirar verba do marketing?
O profissional de marketing, que já está perdido em meio à revolução digital, à crescente competitividade do mercado e à mudança constante do consumidor, tem mais um desafio a vencer daqui para frente. Definitivamente, os tempos mudaram também no cenário econômico.
A crise nos Estados Unidos e em diversos países da zona do euro requer uma nova atitude diante do planejamento de marketing. Não é mais possível recorrer ao famoso corte de verba, seja em comunicação, em pesquisa ou desenvolvimento de novos produtos.
A crise financeira de 2008, e em certa medida o mundo mensurável da internet, trouxe uma maior racionalidade aos investimentos de marketing, mas ainda é preciso ir muito além.
Um grande projeto desenvolvido desde então foi capitaneado pelo Itaú. Em conjunto com a McKinsey, o banco criou e está testando uma ferramenta específica para mensurar o retorno sobre o investimento em marketing. Pelo modelo, é possível medir a importância da mídia e dos contratos de patrocínio da instituição, além de saber qual a oferta e canal são mais indicados para cada perfil de cliente.
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Bruno Mello
06/07/2011
às 08:44Categorias: blogs, comunicação, conteúdo, internet, marketing, redes sociais
Três erros na gestão de conteúdo para marcas
É uma realidade sem volta: as marcas viraram mídia e algumas delas estão desenvolvendo conteúdo para se aproximar de seus clientes e potenciais consumidores. Já é um grande passo, mas é preciso ir além, principalmente no ambiente digital.
A cada dia que passa há novos sites, blogs, twitters, fanpages, aplicativos, perfis com vídeos no YouTube e comunidades. E a cada hora nascem novos erros. Muitos. Todos com relevância e que, juntos, são responsáveis por projetos que acabam não cumprindo seu objetivo principal: vender.
O primeiro erro é começar o desenvolvimento de conteúdo pela plataforma
“Vamos fazer um blog? Uma fanpage? Criar vídeos? Temos que entrar no Twitter”. Sim, mas qual é o objetivo estratégico da empresa que será contemplado com estas ferramentas? A que elas vão servir? Como será a mensuração? A quem será dirigido, especificamente? Para toda mídia criada é preciso ter claro o objetivo dela, que deve estar – direta ou indiretamente – atrelado a vendas.
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Bruno Mello
15/06/2011
às 07:28Por favor, abra a mente
Como se faz uma promoção hoje em dia? É igual há 20 anos? Certamente não. Antes disso: como nasce e como se desenvolve um planejamento estratégico em pleno século XXI? Algumas coisas não mudaram, é verdade, mas muitas se transformaram e alteraram de forma avassaladora a forma como se faz marketing. Não vou elencá-las. Para ficar apenas na seara promocional, multiplicaram-se os pontos de contato com o consumidor e as dificuldades de acessá-lo. Para chamar a sua atenção, envolvê-lo e aumentar as vendas, é necessário se reinventar.Semana passada, uma discussão me chamou atenção. Na verdade, uma tentativa de discutir, durante o julgamento de um prêmio, sobre a essência do marketing promocional. Enquanto uma minoria defendia uma essência de 20 anos atrás, a maioria olhava para o presente e enxergava outras possibilidades diante de uma realidade bem diferente. É importante dizer que não há nenhum problema com a disciplina, mas sim com a visão de profissionais que não olham o mundo em sua volta. O próprio julgamento dos trabalhos mostrou isso.
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Bruno Mello
20/05/2011
às 13:05Categorias: competitividade, economia, marketing
O Brasil que inspira. A China é aqui
Passado, presente e futuro das empresas no país
A primeira frase do título deste post é o título da palestra do economista Ricardo Amorim no evento Inspiração 2011, realizado neste mês em São Paulo. Já o segundo período foi destacado da apresentação de Amorim, a mais inspiradora e intrigante do evento, que reuniu mais de 400 pessoas. De acordo com o consultor, as empresas brasileiras precisam fazer apenas o básico para dar certo. O motivo? A maré, que durante anos esteve contra, agora está a favor do país.
O mundo mudou muito mais do que conseguimos ver, aponta o economista. Nesta transformação, o maior nível de consumo passou dos países ricos para os emergentes. As fontes de riquezas também. Hoje, as commodities estão mais valorizadas que a tecnologia. Segundo Amorim, enquanto nos últimos dez anos uma TV de tela fina caiu de preço, o barril do petróleo ganhou valor. E onde está hoje uma das maiores reservas globais de petróleo? “Vivemos em um mundo de crise nos países ricos e de oportunidade nos emergentes”, aponta o economista.


