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hsm
13/02/2012
às 15:53Categorias: Movimento Brasil, design
O design brasileiro mostra a sua cara
Em 2011, o Brasil ganhou dez prêmios no International Design Awards, considerado o Oscar do setor. Certamente isso comprova o crescimento e reconhecimento do potencial brasileiro nessa área. Conquistar o mercado não só externo, mas também o interno, no entanto, é um caminho em construção.O país já exporta design, mas ainda é preciso alinhar a cultura do design com a cultura exportadora. Juntar a indústria e os escritórios de design ainda é um entrave na opinião do gestor do Projeto Brasil Design da Apex-Brasil, Marco Lobo. Durante a última Brasil Design Week, ele disse que ganhar prêmios é importante, mas falta um reconhecimento interno da importância desse mercado para poder se expandir.
O design é uma ferramenta que agrega valor aos produtos e passou a ser uma necessidade estratégica. Só que o empresário brasileiro ainda não se deu conta disso. Criar um diferencial para o produto é tão importante quanto gerar uma identidade. E é esse conhecimento que precisa ser despertado nos empresários.
A economia criativa, um termo recente da década de 90, basicamente transforma o conhecimento em novas ideias, criando empresas e negócios. Cultura, entretenimento e moda são setores de economia criativa e o design é que dá liga a tudo isso. Mais um exemplo da sua importância.
Mas o panorama é animador. O momento é de transformação e de valorização. Muitas marcas mundiais já contam com o design brasileiro.O desafio agora é levar marcas brasileiras para fora e buscar aliados e parceiros para isso.
Outro ponto de evolução do setor é o caso da região Nordeste, que está em plena expansão. As empresas da região estão cada vez mais se profissionalizando e têm o diferencial de conhecer a cultura e a realidade local, o que as aproxima do cliente que quer atingir esse mercado.
Os setores da economia sabem que precisam se tornar competitivos e existe o papel do design nesse contexto. Trata-se de uma ferramenta de conexão com o consumidor, que consegue materializar conceitos e promessas das empresas. E aí é que está o seu diferencial. Afinal o consumidor mudou e busca experiências cada vez mais sofisticadas.
A perspectiva a partir de agora é delinear ações, fomentar a estruturação do setor para colocar o Brasil como um dos principais interlocutores do tema lá fora e capacitar os profissionais para vender o design brasileiro. Como disse Luciano Deos, consultor que presidiu o júri de design no Festival de Cannes 2011, o Brasil tem capacidade para redesenhar o mundo e o mundo está sendo redesenhado. Esse é o momento oportuno.


