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Francisco Albuquerque
23/01/2012
às 16:15Categorias: gestão, humanização do trabalho, inovação, liderança, longevidade
Estimule novas ideias!
Já vi muitas iniciativas em empresas que, a meu ver, não deram em nada por conta da falta de estímulos convincentes e da falta de engajamento por conta dos colaboradores que participaram dessas ações.Ainda penso que grande parte das pessoas que são inovadoras estão presas aos processos tradicionais de desenvolvimento de suas tarefas e isso as impede de pôr para fora todo o seu estímulo criativo. Muitas vezes, elas nem sabem que têm este lado por conta do ambiente que estão inseridas.
Já que essa condição não é algo obrigatoriamente ligado a uma área de trabalho específica, eu tenho quase certeza que isso tem mais a ver com o modo de lidar com a gestão dos negócios e das pessoas.
Pensando assim, como você, sendo um líder, pode estimular e criar um ambiente que gere insights e novas ideias que gerarão mudanças e inovação em seu ambiente?
Existem muitas áreas de negócios que dependem diretamente da geração de novas ideias e da criação de projetos únicos. Um exemplo disso são as empresas que atuam com publicidade e propaganda, marketing e criação.
Lembro-me de uma situação em que utilizei alguns artífices para estimular um grupo de profissionais a trabalharem em conjunto para resolver um determinado problema e percebi que alguns deles não tinham perfil para pensar fora de suas caixas e sentirem-se integrados e comprometidos na resolução do problema.
Mesmo tendo conseguido contornar a situação e extrair um resultado bem satisfatório, essa situação me levou a uma reflexão muito interessante que quero compartilhar com vocês: será que as pessoas estão preparadas para serem estimuladas a ter novas ideias e atuarem como agentes de mudanças para a implantação delas?
Mesmo com técnicas de integração, de estímulo e aplicando o bom e velho brainstorming, percebi que temos que saber escolher quem tem perfil para participar deste tipo de trabalho.
Entendo que a nossa motivação e a nossa consciência podem nos levar a pensar que a integração desse tipo de papel deve abranger um número diferenciado de perfis de profissionais em toda a organização. Cabe ainda entender que o tempo investido nesse tipo de projeto também interfere em outros fatores, como por exemplo, na gestão de custos de pessoas nas organizações e nos resultados de projetos em que elas estão envolvidas e em suas atividades mais operacionais.
Entendo perfeitamente e quero deixar claro que é importante pensar que, quanto mais diversificada essa equipe for, mais rico poderá ser o resultado do trabalho, mas não podemos perder o rumo da atividade a ser desempenhada.
Porém, volto a advertir as empresas, já que vejo que muitos destes projetos não são colocados em prática e isso acaba gerando um desconforto muito grande na equipe que participou de sua concepção.
Então, quero fechar levando a seguinte reflexão: Você está disposto a inovar? A mudar? A sair de sua zona de conforto? Está disposto a ter pessoas mais engajadas e que se sentem como parte do time dos seus projetos? Está realmente convencido da importância da participação de seus colaboradores na concepção das ideias e da tomada de decisões de algum tipo de projeto?
Pois bem, entendo que a colaboração e a cocriação sempre existiram, mas sinto que hoje estamos cada vez mais próximos delas se tornarem obrigatoriedade nas decisões mais estratégicas de nossos negócios. Afinal, as empresas que assumirem uma abordagem mais centrada no ser humano, tanto para fora quanto para dentro, já estarão inovando sem perceber.
» Comentários
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Reinaldo Pereira
23/01/2012 -Perfeito o texto. Mas muito pior que pessoas sem capacidade técnica, são colaboradores sem comprometimento e por consequência engajadas no projeto. Isto, é fatal para o resultado final.
Num passado não muito distante, desenvolvi um projeto e inseri três colaboradores. Daquelas que estiveram evolvidas, somente uma fez toda a diferença em planejar, sugerir, acompanhar, avaliar e se envolver na total gestão do evento.
Acredito piamente que podemos até administrar a falta de capacidade técnica de um colaborador, porém, não a falta de comprometimento. -
impressora brother
25/01/2012 - www.almaq.com.brIdéias pontuais. Muitos profissionais ainda tem a ideia ultrapassada de que o importante é um chefe `centralizador`.O sistema organizacional de hoje exige uma equipe que trabalha em conjunto, debatendo idéias, e criando soluções. E como bem mencionou o Reinaldo no tópico acima, o profissional precisa ser engajado e comprometido. A falta de comprometimento é a única coisa que nao há solução
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Guilherme Machado
28/01/2012 - www.guilhermemachado.comOlá Francisco, parabéns pelo Artigo.
Gostei da forma como o tema foi abordado. Precisamos criar um clima onde as pessoas sintam-se envolvidas e estimuladas a criarem as ideias. O líder hoje tem um papel importante nesse processo, pois é dele a responsabilidade de inspirar e de deixar essas ideias fluírem. E dessa forma “captar” o que pode ou não ser aproveitado e inserido.
“Mutilar” isso significa atravancar a inovação. E o que mais buscamos hoje em dia é inovar para atender sempre melhor, não é mesmo?
Aproveito e faço um convite a você para ler o artigo/post que preparei seguindo a mesma didática. http://www.guilhermemachado.com/2012/01/03/entre-ter-dinheiro-e-uma-boa-ideia-prefira-uma-boa-ideia/
Abraços
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Junior C.
28/01/2012 -Reinaldo temos que ver o outro lado a moeda também, para analisarmos o contexto no geral. As empresas por sua vez contribuíram e muito para esse resultado, colocando o empregado numa condição de inferioridade numa relação pouco humanística, isso criou um descrédito por parte dos colaboradores o que gerou a falta de comprometimento que vemos hoje. Nos Dez Trabalhos do CEO Moderno, um dos aspectos diz que: as empresas têm que ver seus colaboradores como clientes. Eu concordo, é bem por ai!
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