Prepare-se para o 2º tempo da maratona da vida: treine agora e levante a taça depois
Se assumirmos o papel de líderes de nossas vidas, pouco tempo ficaremos no banco de reservas
Muita gente criticou, esperneou e esbravejou quando Dunga anunciou a escalação do time que brigará pelo Brasil na Copa da África. Todo líder que se preza ouve o desejo da maioria, mas nem sempre agrada a gregos e troianos. Assim é a vida. Quem ficou de fora certamente continuará lutando para um dia entrar.
Deve ter sido muito frustrante para o Neymar, um dos mais brilhantes jogadores de futebol dessa nova safra, assistir a divulgação da lista e não ver seu nome lá. É bem provável que tenham passado as seguintes dúvidas por sua cabeça: “O que está errado? Será que o Dunga é tão teimoso assim para não reconhecer minhas habilidades?”.
No mundo corporativo, encontramos chefes como o Dunga e talentos excepcionais como o Neymar? A resposta é sim. Então, vamos imaginar outro cenário: você não está sendo convocado para o pós-carreira. Isto é, não há nada para você fazer depois de encerrar sua trajetória profissional.
Claro que esse é o cenário de quem não imaginou que esse dia iria chegar, de quem sequer pensou em ter um plano B. Aliás, usam a desculpa de que falta tempo para pensar em um plano B, não é mesmo? Acreditam que o melhor é ficar na lista de espera, porque algum dia a coisa vem. Tenho uma má notícia, o futuro um dia baterá à sua porta e nem na lista de espera haverá espaço para o seu inquestionável talento.
Aí, você vai se perguntar: “Será mesmo que está na hora de pendurar a chuteiras?”. Muito provavelmente não. Você ficará inconformado e, infelizmente, não há mais tempo, diferente do Neymar, para uma segunda ou terceira chance. Ele tem tempo e você não. Aí vem aquela velha pergunta de novo: Por que será que não fui convocado?
Quando se está no início da carreira, a resposta pode estar na falta de maturidade. Já quando se atinge a maturidade, sua não convocação se repete por outro motivo: a falta de preparação para ingressar no pós-carreira. Agora, pense junto comigo e reflita se vale a pena ficar a vida toda no banco de reservas esperando a sua hora chegar.
O pior dos mundos é para aquele que chega ao pós-carreira sem a mínima noção do que fazer e quando a ficha cai descobre que suas credenciais não são mais valorizadas. Sabem por quê? Porque o mercado de trabalho é dinâmico e quem fica parado vendo o tempo chegar pagará caro na hora H. Muitas vezes, as pessoas assumem postura de vítima e culpam o chefe pela falta de oportunidade.
A regra no mundo corporativo é clara, os líderes têm total autonomia para exercer sua liderança, seja ela aplaudida ou contestada. O fato é que os chefes têm carta branca para escolher aqueles que farão parte da linha de frente, do time titular. E aí, nem sempre somos os “escolhidos”. Resta saber como vamos nos posicionar diante das frustrações e dos obstáculos.
Se assumirmos o papel de líderes de nossas vidas, pouco tempo ficaremos no banco de reservas. O pulo do gato é transformar obstáculos em oportunidades. Ir em busca do sonho, fazer parte de uma seleção vencedora é questão de perseverança. Dê adeus às lamentações, deixe de encontrar desculpas. Uma seleção vencedora é aquela composta de atletas que sabem o que querem, planejam suas ações, fazem acontecer. Verdadeiros craques da vida.
Você está pronto para erguer a taça?
Por Julio Sergio Cardozo (CEO da Julio Sergio Cardozo & Associados e professor livre docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Website: http://www.cardozo-group.com/. Twitter: http://Twitter.com/juliocardozo)
HSM Online
27/05/2010


Comentários
qui, 05/27/2010 - 16:19
seg, 05/31/2010 - 07:22
ter, 06/01/2010 - 17:18
seg, 06/07/2010 - 15:21
qua, 06/09/2010 - 16:53
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