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Painel de CEOS: inovação e crescimento na prática

Mediado por Cezar Souza, o painel contou com a participação do diretor de negócios da 3M do Brasil, Michael Vale, e também do presidente da JHSF Incorporações Imobiliárias, José Auriemo Neto, para debater como a inovação pode ser trabalhada nas empresas

Que o Brasil deixou de ser uma empresa low cost e as empresas precisam se reinventar, criando uma cultura de inovação eficiente não é nenhuma novidade. Sob essa proposta, o Fórum HSM Inovação e Crescimento 2011, realizado nos dias 28 e 29 de junho, proporcionou aos participantes um importante debate sobre como funciona o incentivo à criatividade, à inovação e ao desempenho operacional eficiente dentro das organizações.

Assim, Cézar Souza, consultor e presidente da Empreenda, empresa de consultoria em Estratégia, Marketing e Recursos Humanos, abriu a discussão com os os CEO’s Michael Vale e José Auriemo Neto, propondo questionamentos que são pertinentes em nosso dia a dia:

Como tornar a inovação uma função de todos na empresa?

Como criar um ambiente inspirador que incentiva a imaginação humana?

Como construir uma empresa ágil que proporciona mudanças?

Na visão do mediador do painel, a inovação requer postura, cultura e disciplina e torna-se o pilar de uma empresa que pretende se diferenciar das demais, além de não poder ser encarada apenas como um projeto. Veja como eles explicam a inovação.

3M: Cultura de inovação por necessidade

Michael Vale, manager director da 3M do Brasil, referencia a inovação de sua marca como a lei do negócio da empresa, independente do número de patentes e orçamento. Ele conta que essa cultura foi implementada na organização a partir da necessidade em diversificar mercado ao longo de 109 anos de atuação.

Ele conta que a inovação na 3M é tratada como o núcleo do negócio e para que ela permaneça sempre viva entre os funcionários é necessário desenvolver métricas audaciosas e planejamento coerente. “O nosso plano para cinco anos é de que 40% de nossos produtos sejam produtos ou ideias inovadoras”, diz Vale.

Para isso, a empresa se empenha para que a liderança sênior acredite na proposta de inovação da empresa de modo que estes gestores impulsionem junto aos seus colaboradores projetos e ideias que levam a produtos e serviços diferenciados.

O trabalho de conectar pessoas com o conceito de inovação começa quando a companhia tem a preocupação de interligar áreas, departamentos e negócios, independente se são do mesmo segmento ou não. “Nenhuma plataforma da companhia é isolada. Isso explica como transformamos o post-it em um importante produto para a companhia”, lembra Vale.

Ele conta que a ideia do papel auto-colante surgiu a partir da necessidade de um funcionário e do fracasso de uma pesquisa, gerando por coincidência a inovação e conectividade. Outra vertente da companhia é investir na inovação por design, o que significa ouvir o que seu cliente interno técnico tem para falar, mesmo sabendo que nem sempre é possível executar a inovação no curto prazo. “Neste caso, é preciso aceitar o fracasso e equilibrar a demanda no longo prazo”, explica Vale.

JHSF Incorporações: projetos revolucionários a partir de parcerias inovadoras

É preciso entender como as mudanças estão acontecendo e o que seu cliente quer quando atua-se em um mercado segmentado em que todos oferecem o mesmo produto. Ser competitiva, valorizar o seu futuro e ter um empenho enorme para decifrar as correlações que nossos clientes fazem quando escolhem nosso produto, além de tratar os problemas de forma não obvia, criando parcerias de sucesso ajudam também a empresa a criar uma cultura de inovação.

É assim que José Auriemo Neto, presidente da JHSF Incorporações Imobiliárias, define a inovação implementada na empresa que herdou do pai e fala sobre como os projetos Parque Cidade Jardim, Fazenda Boa vista e o Hotel Fasano transformaram a incorporadora em pioneira no mercado de incorporação e de construção de shopping centers.

“O inovar carece da avaliação minuciosa e detalhista do mercado, do público-alvo e de parcerias inusitadas, porém bem estudadas”, relata Auriemo Neto. Ele conta que no projeto do Parque Cidade Jardim por exemplo, o estudo das pesquisas de mercado foi fundamental para dar origem ao projeto de organizar o escritório, a residência e o shopping em uma só área.

No entanto, aponta que o sucesso do empreendimento se deu ao inovar na planta do apartamento e nas grandes marcas que o shopping trouxe pela primeira vez ao Brasil. “O jardim nas sobrelajes e a criação de unidades com apenas duas suítes para aquele cliente que queria um apartamento de grande metragem mas que não tinha a necessidade de mais dois dormitórios fizeram o sucesso do empreendimento”, relata Auriemo.

Portal HSM
28/06/2011

Veja a cobertura completa do Fórum HSM de Inovação e Crescimento 2011

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