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O que o cliente quer?

 

Na Era das Mídias Sociais tudo o que o cliente quer é se relacionar com a empresa pela informação, entretenimento e prestação de serviço. Você está pronto para oferecer tudo isso?

Não há fatos tão novos assim quando pensamos em relacionamento entre empresa e cliente pela internet. Basta fazer o trivial de sempre e esperar o retorno, certo? Errado. O trivial que funciona, ou quase funciona no relacionamento presencial, nem sempre vai dar o mesmo resultado web. Especialistas garantem: ética, confiança e profissionalismo devem permear sempre as relações das empresas com os seus clientes, seja por qual meio a comunicação aconteça.

Para Índio Brasileiro, especialista no mercado de internet e sócio-diretor da FirstCom Comunicação, Oca Comunicação e I-Group, as empresas assumem a posição de grandes consultoras, entendendo profundamente do negócio do cliente e aconselhando-o estrategicamente. “O cliente sente-se, cada vez mais, à vontade para inserir a empresa em seu contexto, contribuindo para o êxito e consolidação da parceria. Hoje, não há espaço para o amadorismo. Ser profissional é requisito mais do que obrigatório e essencial para o sucesso da relação empresa-cliente”, afirma.

Muita gente separa o mundo real do virtual quando pensa em atendimento ao cliente. Na visão de Juliano Spyer, autor dos livros Conectado e Tudo o que você precisa saber sobre Twitter, essa divisão simplesmente não existe. “Essa ideia de virtual e pessoal só existe para quem nasceu antes da popularização da internet. A gente não diz que a conversa por telefone seja online, mas é. Não existe contato direto pelo telefone, ele é mediado. O contato pela internet não é virtual, ele acontece, portanto é real. Ele só acontece num outro espaço. O importante é saber escutar e demonstrar isso”, pontua Spyer.

Para Indio Brasileiro, o maior problema hoje do relacionamento das empresas com seus clientes é conseguir destacar valores como ética, confiança e profissionalismo, além de mostrar que o serviço não é amador e conquistar a confiança de um cliente que muitas vezes não se vê pessoalmente. Já Juliano Spyer garante que não existe segredo e basta escutar o que o cliente quer.

“Um grande case que nos mostra como fazer isso é o do varejista americano Zappos.com. Todo mundo esconde ou tenta esconder o 0800 para o serviço de atendimento ao cliente. Eles perceberam aí uma oportunidade e construíram um negócio se diferenciando no atendimento. Ao invés de gastar em marketing, eles investem na criação da melhor experiência de compra possível e deixam os clientes recomendarem a loja”, conta.

Portanto, a base do relacionamento dependerá, entre outros aspectos, da maneira pela qual você enxerga seu cliente. Como já aconselhou Philip Kotler: “Você tem que entender e escolher os clientes que você quer atender. Não vá, simplesmente, atrás de todo mundo. Defina o mercado-alvo cuidadosamente por meio da segmentação de mercado e, então, posicione-se como diferente e como superior para aquele alvo específico de mercado”. Boa sorte e mãos a obra!

10 dicas para um bom relacionamento 2.0

1 - Trate o cliente com cordialidade, respeito e educação.

2 - Evite abreviar palavras ou usar símbolo.

3 - Escreva para o cliente como se estivesse falando pessoalmente com ele.

4 - Evite também o uso de palavras em caixa alta.

5 - Destaque sempre os diferenciais da sua empresa e produto.

6 - Utilize a social media para mostrar vídeos e apresentações.

7 - Aproveite a potencialidade de todas as ferramentas e as explore.

8 - Se surgirem dúvidas ou desgastes, opte por se encontrar pessoalmente com o cliente. 

9 - Não se esconda do seu cliente.

10 - Permita que os clientes encontrem pessoas do outro lado da linha prontas para escutar e interagir.

 

HSM Online
11/03/2010

Katia Cecotosti, editora do portal HSM Online

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"...Ao invés de gastar em marketing, eles investem na criação da melhor experiência de compra possível e deixam os clientes recomendarem a loja...” O investimento em criação de experiência em compra não é um investimento em marketing? Quis o autor ter usado a palavra "publicidade" no lugar de "marketing"?
Concordo plenamente com o texto. Esses empresários encaram o marketing como um gasto, mas não como um investimento. Além disso, eles vendem um produto que não existe, desiludindo e desacreditando o cliente.
Não existem mais realidades, só percepções, principalmente quando se trata de produtos e marcas. A propaganda com seu imenso poder sedutor e por ser focada, por ter objetivos bem-definidos, cria percepções que pouco têm a ver com o produto em si. Por isso, é que o relacionamento é a marca mais forte.
O texto acima reflete bem a realidade dos novos tempos.O interesse em vender produtos visando não só conquistar o lucro desejado mais também clientes satisfeitos,gerando uma marca no mercado.Conquistando espaço,fazendo com que não só seja adquirido um produto para suprir suas necessidades,mas também a qualidade deste produto,para que venha futuramente outros.A verdade é que além de conquistar espaço na demanda do mercado é preciso conquistar os clientes,para que estes retornem e os mesmos façam divulgação,pois a propaganda é tudo quando se refere em produto e venda!
Juliano Spyer coloca uma questão bem interessante dentro desse contexto, a de que muitas empresas e pessoas acham que por estarem num ambiente virtual não têm que se preocupar com suas atitudes. Ele tem total razão ao dizer que só o meio é diferente mas que o cliente precisa ser atendido tão bem virtualmente como pessoalmente. Muitas empresas realmente descuidam do tratamento com o cliente por estarem no ambiente virtual e com isso perdem não só o cliente mas a imagem da empresa. Realmente uma questão a ser pensada nas companhias. Como Kotler disse, a chave do sucesso é definir público-alvo, focar no cliente e o atender no que for possível e da melhor maneira possível seja pessoalmente, por telefone ou via internet.
Conforme o texto acima a base do relacionamento dependerá, entre outros aspectos, da maneira pela qual você enxerga seu cliente. Você tem que entender e escolher os clientes que você quer atender. Não vá, simplesmente, atrás de todo mundo.
O texto acima apresenta o relacionamento virtual que grande parte das empresas tem hoje em dia com seus clientes. Seja por qual meio de comunicação aconteça, as empresas tem que passar ética, confiança e profissionalismo para seus clientes.No mercado atual, não há mais espaço para amadorismo, o mercado tem espaço exclusivamente para profissionais capacitados. Muitas pessoas e empresas ainda enfrentam o atendimento virtual como um Tabu. Existe certa dificuldade em demonstrar valores como ética, confiança, profissionalismo e serviço de ótima qualidade, quando não existe o contato pessoal de empresa e cliente.
Independente de como será o atendimento, Telefone, Internet deve ser realizado com profissionalismo e ética, pois mesmo por telefone ou internet conseguimos identificar o bom atendimento e o comprometimento da pessoa que esta do outro lado, e nos dias de hoje com a tecnologia cada vez mais usada para negócios não podemos esquecer de sermos profissionais, passar confiança a outra parte e fazer com que a pessoa se sinta a vontade e confiante para que seja realizado um bom negócio.
O país hoje vive um excelente momento para a abertura de negócios virtuais, mas a distância até o sucesso não é apenas um clique. A tecnologia tem suas particularidades. Um empresário que da se da bem no varejo, por exemplo, nem sempre obtém sucesso no ambiente virtual. Existem hoje muitas oportunidades, mas tbm muitos riscos. Pesquisas afirmam que, do total de empreendimentos abertos à dois anos atrás, apenas um terço estava em funcionamento um ano depois. As principais falhas que levaram à morte dessas empresas foram consecutivos erros no planejamento, em marketing, tecnologia apropriada, meios de pagamentos e logística.

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