Educação e empreendedorismo: “tabelinha que dá certo”
Em 10 anos, cerca de 40% da população será composta por pessoas que empreendem. Você fará parte deste percentual?
Segundo especialistas em Recursos Humanos, num horizonte aproximado de dez anos, o mundo do trabalho será dividido em três partes:
- a primeira, com cerca de 40% das pessoas, trabalharão registradas em empresas tipo CLT como conhecemos hoje;
- a segunda, 40% a 45% da população economicamente ativa, será composta por profissionais liberais e empreendedores;
- e a terceira parte, 15% a 20% da população, passará seu tempo procurando trabalho.
Observa-se, com base nessas projeções, que menos da metade das pessoas continuarão em seus empregos habituais e que uma parcela significativa da mesma será composta por profissionais liberais e empreendedores.
Nesse contexto os papéis da educação e do empreendedorismo serão de vital importância para o sucesso profissional dos indivíduos, das organizações e do país.
O empreendedor começa a ser formado ao nascer, em casa e na escola fundamental. As crianças precisam de método ao agir, horário definido para suas atividades e limites impostos pelos pais sobre o que pode e o que não pode ser feito.
O estabelecimento de limites, ao contrário do que possa parecer, dá segurança à criança e esse é o primeiro passo a ser trabalhado para se empreender. Segurança não para ter certeza no futuro, se o negócio será bom ou ruim, mas para ter coragem de correr riscos calculados.
Na educação básica é dado o segundo passo, que se estenderá por toda a vida, ou seja, o incentivo à tomada de decisões individuais, decidir por si é de vital importância para o sucesso do profissional.
Por exemplo, suponha o tradicional almoço na casa dos avós no domingo, e para tal, que “roupa” a criança deverá vestir? Não imponha uma que lhe agrade, e sim, coloque as opções em cima da cama e a deixe escolher. Dessa forma, desde pequeno ele estará tomando decisões. Isso o deixará mais seguro.
Na adolescência, os pais devem monitorar e controlar a distância a ação dos filhos e não agir por eles. Deixe o estudante se defender na escola, por exemplo, só intervenha nas situações excepcionais.
Lembre-se: os problemas para o empresário só terminam quando a empresa é vendida ou quando passa por uma falência, caso contrário, caberá a ele e a mais ninguém tomar decisões e resolver estes problemas.
No terceiro grau, o terceiro passo cabe às escolas em geral e as de administração de empresas em particular que, além da formação técnica básica, deverão trabalhar para despertar o espírito empreendedor e desenvolver a capacidade de liderança dos estudantes.
O estudo das disciplinas com base em Estudos de Casos, Cursos de Empreendedorismo ministrados na grade curricular, Intercâmbios com escolas afins e Projetos de Incubadoras de Negócios, somados, são poderosas alavancas para tornar as pessoas pró-ativas e empreender com êxito.
Alguns mitos devem ser desfeitos. Um deles é o de que o empreendedor já nasce assim, não precisa ser desenvolvido. Na realidade, além de certo talento criativo e energia, o profissional é moldado através do acúmulo de experiências e autodesenvolvimento ao longo de anos de trabalho.
Outro que merece destaque é o de que dinheiro é o recurso inicial mais importante na abertura de um negócio. Na verdade não o é, pois sem um plano de negócios bem-elaborado, pessoas qualificadas, processos definidos e tecnologia adequada, o recurso financeiro de nada adiantará.
O pincel e a tinta estão para o artista da mesma forma que o dinheiro está para o empreendedor, mas sem criação e conhecimento, de nada adiantará.
Como se observa, o conhecimento é à base de todo o empreendimento de sucesso. Começa em casa, aprimora-se na escola e se complementa nas experiências práticas do dia a dia.
José Eduardo Amato Balian (Professor de Economia do Curso de Administração de Empresas, da ESPM)
Portal HSM
03/05/2011


Comentários
sex, 05/27/2011 - 03:33
FE NO ME NALLLL!!!!!
Professor José Eduardo, o Sr. despertou-me para o PODER da EDUCAÇÃO + EMPREENDEDORISMO!
E pelo cenário que o Sr construiu minha mente é remetida agora para as FRANQUIAS EDUCACIONAIS, que podem preencher a lacuna da necessidade de educação e de forma de empreender.
Tenho acompanhado o MÉTODO SUPERA, que tem dado sua colaboração para a educação por meio do desenvolvimento das pessoas e adotou o modelo de franquia ( http://franquiaeducacional.com ) para levar suas escolas para todo o Brasil.
Diante do exposto, creio que eles possuem um excepcional negócio!
Muito Agradecido!
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