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Dica para um executivo “Mais Sênior”

Recentemente fui convidado para dar uma palestra para executivos em vias de aposentarem-se ou os “mais experientes”. Na realidade, gosto mais do termo “jovens há mais tempo que os outros”, pois este grupo de pessoas tem muita energia e ainda mais sabedoria para compartilhar.  Isto posto, aqui vão algumas considerações que o profissional mais sênior deve ponderar, ou melhor, para um cara que na realidade é  um “Classic”.

No Ocidente, o foco é centrado nos jovens, enquanto que no Oriente, o centro das atenções é voltado aos idosos. Meu saudoso pai brincava que ele saiu perdendo nas duas pontas, pois quando era jovem, vivia na China e na sua fase madura, morava no Brasil. Na realidade, criaram-se muitos mitos e imagens sobre os mais velhos, alguns dos quais não apenas discordo, como rebato.

“Não possuem a agilidade nem a eficiência dos jovens”
Pode ser em alguns aspectos físicos, mas não necessariamente no raciocínio mental. Quando este parece mais lento é porque a vasta bagagem prática e a rica experiência vivida têm que ser devidamente processadas para que possam ser aproveitadas na avaliação dos negócios e para contribuição aos resultados, em especial nas questões estratégicas, comerciais e de gestão.

“São mais rígidos e avessos a riscos e mudanças”
Às vezes. Mas estas características podem até servir de saudável contraponto à pressa, impetuosidade e arrogância de alguns jovens. O importante, porém, é manter-se flexível em todos os sentidos.

“São mais caros de se contratar do que seu par mais jovem”
Tudo tem seu preço! O que vale é o ROI – Retorno sobre o Investimento e não o custo em si, isoladamente. O executivo mais maduro pode, por exemplo, dividir seu “alto preço” entre várias empresas atuando como consultor, mas tomando o cuidado de não atender clientes que sejam concorrentes diretos, evitando assim possíveis conflitos de interesse.

Para que um executivo maduro possa melhorar suas chances de encontrar uma boa colocação no mercado, siga essas dicas:

1 - Valha-se sua autoconfiança, fruto do seu autoconhecimento que acumulaste nesta vida produtiva.

2 - Aprenda línguas, isto é, alguma língua estrangeira, mas especialmente a linguagem do computador, da tecnologia. Em outras palavras, aprenda sempre para não ficar parado no tempo.

3 - Alie seu conhecimento (Teoria) com a sua experiência (Prática). Isto é SABEDORIA, sua maior riqueza e seu grande diferencial  a ser apresentado ao mercado.

4 - Ofereça-se para atuar como mentor, conselheiro ou coach, pois você não é visto como possível “competidor” do seu mentorado (a). Pelo contrário, você tem muito valor a lhe agregar.

5 - Você não tem nada mais a provar; portanto, relaxe e divirta-se!

Em resumo, tenha orgulho do seu status. Idade não é doença, mas sim uma dádiva e parte inerente da vida, e, como tal, ela tem que ser vivenciada com elegância, orgulho e dignidade. Use-a a seu favor e não contra si próprio.  A escolha é sua!

Robert Wong (Autor dos livros “O Sucesso Está no Equilíbrio” e “Super Dicas para Conquistar um Ótimo Emprego” e um dos palestrantes mais inspiradores e requisitados do mercado)

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por: Robert Wong
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Excelente artigo!

Com experiência, vivência prática além de uma boa base teórica o veterano pode usar mais sua intuição.

Sabedoria mitiga riscos.

Caro Wong,
Uma parcela considerável das empresas brasileiras precisa envergonhar-se (ou sería arrepender-se?) de sua postura com relação a (não) contratar profissionais "mais experientes", principalmente quando despreza a experiência, e supervaloriza pós-graduações e certificações (estas últimas são verdadeiras quimeras do mercado de trabalho hoje em dia - chegam a valer mais do que cursos universitários de 5 anos). Quanto jovem pós-graduado e certificado já vi fazer grandes besteiras e dar enormes prejuízos por inexperiência. Enfim, só estou comentando, agora apenas me divirto (59!).

Tenho 28 anos e acredito que alguns executivos mais experientes tem receio de transmitir os conhecimentos adquiridos por acharem que devemos aprender por nossa conta e pelos métodos tradicionais (tentativa e erro). Por esse motivo, me tornei um questionador persistente para absorver os conhecimentos que, certamente, são de uma riqueza ímpar.

Realmente, nossa sociedade ocidental é ingrata, tenho 52 anos e por opção passei a ser consultor independente a 2 anos, porem muitas vezes quando falo com executivos mais novos noto um certo desdém.
Isso que nem falo que, por ter iniciado jovem a trabalhar (SIC!!!), em 8 meses me aposento pelo nosso maravilhoso INSS, e ainda integral, esquecem eles que assim como na educação de nossos filhos e normal pensarmos; já passamos por isso, não vai por ai, me desculpe mas este filme eu já vi, ou ainda nesta escola sou professor.
Meu pai, talvez por ter nascido ma Europa sempre bateu na tecla, podes não concordar mas ao menos escute os mais velhos, após pare pensar e depois vai em frente, portanto duas palavras que fazem a diferença ao meu ver ouça e pense nesta ordem.

Oi Robert,
Muito bom seu artigo. Dia desses, lendo uma matéria, li a observação: destinado à terceira idade, com um complemento, a partir dos 55 anos. Levei um susto, pois acabei de fazer 56 anos e não tinha me dado conta. Porém, como você mencionou neste artigo, sinto uma excelente vitalidade em tudo o que faço. Não trocaria a autoconfiança de hoje por menos30 anos na idade. Até porque é muito bom não ter “coisas” a provar realmente. Depois dos 40 anos, minha vida começou a mudar de forma muito positiva. Hoje o que me aborrece é quando tenho que ficar diante da arrogância de alguns jovens em algumam empresas . É lamentável, não é?
Um abração

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