HSM

Agentes de responsabilidade social fazem a diferença

Iniciativa do SESI, rede de agentes de responsabilidade social acolhe demandas e dissemina práticas de sustentabilidade, contribuindo para o diálogo entre empresas e outros setores da sociedade.  


A formação de uma rede de agentes de responsabilidade social pode dar trabalho, mas o benefício social obtido com o serviço é garantia de sucesso, conforme demonstra uma iniciativa nesse sentido coordenada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) no Estado do Ceará.

Para falar sobre essa iniciativa, esteve na Estação de Conhecimento Sustentabilidade em Foco a gerente do Núcleo de Responsabilidade Social do SESI – CE, Cybelle Borges de Souza.

A mediação da palestra ficou a cargo da consultora Flávia Lippi.

Segundo Cybelle, a formação de uma rede de agentes de responsabilidade social constitui-se em um grande serviço para a população.

“Tínhamos que ser criativos, para que as empresas se sentissem participantes de um movimento, não apenas de um projeto”, lembra Cybelle.

De forma inovadora, o SESI – CE iniciou, com apoio do SESI nacional, o projeto Agentes de Responsabilidade Social, a fim de contribuir para uma atuação planejada e integrada das empresas no campo social.

O conceito usado foi o de responsabilidade social como fator de emancipação humana e estratégia de gestão de negócios.

Cybelle conta que, desde 2001, o SESI tinha um diagnóstico de que 44% das empresas tinham interesse em fazer alguma ação de responsabilidade social.

Esse viés também ficou evidenciado no crescimento do Prêmio SESI de Qualidade do Trabalho, cuja participação das empresas aumentou 578% no período.

Outra informação importante é que 90% das empresas que aderiram ao programa são constituídas por empresas de pequeno e médio porte. “Essas empresas faziam mais ações filantrópicas, e havia um preconceito de que empresas menores não poderiam fazer ações de responsabilidade social”, afirma Cybelle.

Além disso, tem que se levar em conta que o Ceará apresenta:


- Carência de recursos.
- Ações empresariais isoladas.
- Sobreposição de projetos.
- Desarticulação.
- Ações sociais desvinculadas de gestão.
- Lideranças com paradigmas antigos.
- Pessoas desconectadas da natureza.

O projeto foi implantado com os seguintes objetivos:


•    Estimular a participação do setor produtivo em geral.
•    Articular o diálogo entre governos, empresas e sociedade civil organizada.
•    Gerar capital social humano para empreender tecnologias sociais inovadoras e eficazes.
•    Disponibilizar banco de tecnologias e práticas sociais de referência, para orientar a participação das empresas participantes.
•    Assessorar as empresas quanto à organização de equipes e processos internos.
•    Divulgar a atuação socialmente responsável das empresas, em linha com os Objetivos do Milênio, da ONU.

Para colocar esses objetivos em prática, foram adotados os passos a seguir:


- Empresa firma compromisso com o SESI e com o Instituto FIEC (da Federação das Indústrias do Estado do Ceará) de Responsabilidade Social - FIRESO
- O agente é indicado pela empresa.
- É feita a nomeação dos agentes.
- A rede passa por um processo de fundamentação e formação (80 horas para cada agente).
- São realizados coachings individuais de diagnóstico.
- Agentes são capacitados em responsabilidade social.
- É realizado diagnóstico para cada turma.
- Feito o planejamento estratégico da rede.
- Passa-se à atuação em rede:
. Reuniões mensais de agentes.
. Avaliação e monitoramento.
. Planejamento das ações seguintes.
. Portal específico dos agentes.

Os projetos em que os agentes estão envolvidos são:


•    Projeto Com Unidade (com foco na promoção do desenvolvimento comunitário, por meio do modelo autogestor)
•    Jovens e Mercado de Trabalho
•    Profissionalização de ONGs Parceiras
•    Banco de Tecnologias Sociais, para facilitar o acesso das empresas a tecnologias sociais comprovadamente eficazes.

Impactos esperados e resultados

Com o funcionamento da rede de agentes, os impactos esperados foram:


- Lideranças formadas no modelo de gestão.
- Otimização de recursos.
- Ações de responsabilidade social com maior impacto e uso racional de recursos.
- Atualização de conceitos, práticas e de experiências de responsabilidade social.
- Ações conjuntas, intercâmbio e troca de experiências entre empresas.
- Maior integração com governos, organismos internacionais, ONGs, universidades, comunidades e outros.
- Soma de competências entre diversos setores.
- Captação de recursos externos, para atuação em projetos de responsabilidade social.

Como resultados que podem ser destacados, Cybelle Borges enumera:

•    São, atualmente, 136 empresas participantes, em sete turmas (a meta, para 2010, era 120 empresas).
•    Mais de 130 agentes, em vários ramos e diversos tipos de empresas.
•    Cristalização do processo e da visão de futuro (comunicação no Portal e assessoria às empresas).
•    Consolidação de cinco movimentos regionais. Cada movimento congrega um conjunto de empresas e projetos específicos.
•    Em 2010, foi aprovado um projeto no Edital SESI, para se ter várias iniciativas, com quatro empresas.

 

A cobertura completa da Estação de Conhecimento Sustentabilidade em Foco, na HSM ExpoManagement 2010, você acompanha aqui.

HSM Online

12/11/2010

por:
Sem votos

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.

Opine!